sábado, 4 de novembro de 2017

Atlas da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção



Luiz Henrique Almeida Gusmão
* Geógrafo e Licenciado pela Universidade Federal do Pará (UFPA)
* Editor chefe, Proprietário e Cartógrafo - Blog Geografia e Cartografia Digital
* Presta consultoria em Cartografia e Geoprocessamento para Acadêmicos, Pesquisadores e Empresas
* Foi Bolsista CNPq - DTI (Desenvolvimento Tecnológico Industrial) no Laboratório de Sensoriamento Remoto na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Amazônia Oriental)
* Contato: henrique.ufpa@hotmail.com
*Mapas em Geral, Cartogramas, Cursos, Projetos de Geoprocessamento, 
Palestras e Consultoria em Geotecnologia:  091 (98306-5306) - WhatsApp


1. Atlas da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção em Unidades de Conservação Federal


O Atlas produzido pelo Instituto Chico Mendes de Conservação Ambiental da Biodiversidade (ICMBio) sobre as espécies ameaçadas de extinção é um excelente material de compilação e disponibilização de informações sobre o tema, cuja linguagem e representação dos dados é simples, acessível e com vários mapas sobre a situação dos estados brasileirosO trabalho da equipe do ICMBio consistiu na análise de documentos oficiais, literatura científica, coleções biológicas e documentos das Unidades de Conservação Federais.



Figura 1. Capa do Atlas sobre a fauna ameaçada de extinção nas unidades de conservação federais do Brasil
Fonte: ICMBio (2011)


Para aqueles que trabalham com Cartografia e Geoprocessamento, o mais importante nesse material é a compilação dos dados sobre o tema para todos os estados brasileiros. É possível comparar e analisar os dados, assim como fonte de dados para publicações científicas. O nosso objetivo é compartilhar alguns atlas que já foram produzidos por instituições governamentais, pois alguns profissionais da área acabam nem encontrados dados ou publicações de relevância. Para ter acesso ao material, basta fazer o download abaixo:














quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Amazônia Brasileira (Breve Raio-X)



Luiz Henrique Almeida Gusmão
* Geógrafo e Licenciado pela Universidade Federal do Pará (UFPA)
* Editor chefe, Proprietário e Cartógrafo - Blog Geografia e Cartografia Digital
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* Foi Bolsista CNPq - DTI (Desenvolvimento Tecnológico Industrial) no Laboratório de Sensoriamento Remoto na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Amazônia Oriental)
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1. Amazônia Brasileira (Breve Raio-X)

No site do Repórter Brasil há vídeos, folhetins, fôlders e materiais sobre conflitos agrários e trabalho escravo na Amazônia. Todo o trabalho é fruto de pesquisas e divulgações do grupo "Repórter Brasil", através da coleta e análise de dados oriundos do Ministério do Trabalho, Pastoral da Terra, IBGE, INPE, entre outros. Para conhecer o trabalho do grupo de jornalistas, basta acessar o link ao lado http://reporterbrasil.org.br/quem-somos/.

Abaixo vamos mostrar alguns desses materiais produzidos pelo grupo. O primeiro infográfico (Figura 1) mostra a quantidade de riquezas naturais que a Amazônia possui, assim como a dimensão de grupos indígenas e da população que reside na região, em torno de 24 milhões de pessoas. É destacado o grande rebanho bovino da região (38% do Brasil), o percentual da sua floresta preservada (80%), o ritmo do desflorestamento e a quantidade de conflitos em 2014, ano do material.


Figura 1. Infográfico sobre a Amazônia
Fonte do infográfico: Repórter Brasil (Elaborador)
Fonte dos dados: CPT, EPE, IBGE, INPE e MME


Nós aconselhamos que você leia e interprete os dados acima como forma de "descontruir" o imaginário da Amazônia enquanto um local somente coberto por floresta, sem ocupação humana e sem importância no fornecimento de energia, carne ou produtos oriundos da exploração de minérios para o Brasil. 

Entre os 10 municípios mais desmatados na história da Amazônia, 8 são paraenses, 1 rondoniense e 1 mato-grossense (Figura 2). Entre aqueles com maior área desmatada em relação a sua extensão territorial, destaca-se Santa Maria das Barreiras (56,7%), Marabá (55,7%) e Novo Repartimento (48,3%), todos localizados no Pará.


Figura 2. Os 10 municípios mais desmatados da história da Amazonia (Até 2014)
Fonte do infográfico: Repórter Brasil (Elaborador)
Fonte dos dados: Prodes/Inpe

Para saber mais sobre a publicação "Amazônia: Trabalho Escravo + Dinâmicas Correlatas", basta acessar o link ao lado http://reporterbrasil.org.br/wp-content/uploads/2016/06/FINAL_folderAmz_2015_WEB.pdf

Para saber mais sobre as publicações, vídeos e matérias sobre os conflitos agrários no Brasil, com foco na Amazônia, acesse o link ao lado do "Repórter Brasil" http://reporterbrasil.org.br/tipos-de-material/publicacoes/. Há uma variedade de materiais que podem ser usados em salas de aula para discutir sobre o tema, assim como em locais onde há conflitos agrários ou problemas relacionados ao trabalho escravo.






quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Dados sobre atentados terroristas no mundo



Luiz Henrique Almeida Gusmão
* Geógrafo e Licenciado pela Universidade Federal do Pará (UFPA)
* Editor chefe, Proprietário e Cartógrafo - Blog Geografia e Cartografia Digital
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1. Dados sobre atentados terroristas no Mundo


Olá leitores, tudo bem com vocês? Cada vez mais o tema terrorismo vem chamando mais atenção nas mídias eletrônicas e impressas, assim como nas discussões acadêmicas e entre amigos. O objetivo dessa postagem é compartilhar um site que congrega dados dos atentados terroristas ocorridos no mundo, porém somente para o ano de 2017, quase em tempo real. O link está ao lado http://storymaps.esri.com/stories/terrorist-attacks/?year=2017.


A coleta dos dados é oriunda de uma parceria entre a "Esri Story Maps" e a "Peace Tech Lab", usando diversas fontes, como a colaboração do Wikipédia (ESRI, 2017). Na plataforma é possível obter dados da localização desses eventos, assim como a quantidade de fatalidades.



Figura 1. Plataforma interativa sobre os atentados terroristas no mundo em 2017


A partir da plataforma, nós podemos selecionar os atentados realizados por apenas uma organização terrorista como o "Estado Islâmico", "Al Qaeda", "Al-Shabaab", "Boko Haram", "PK", "Taliban", entre outros (Figura 2).


Figura 2. Opção dos grupos terroristas
Fonte: Storymaps (ESRI, 2017)

É possível visualizar um histórico dos atentados terroristas nas cidades. No exemplo abaixo, selecionei a cidade de Mogadíscio, capital da Somália, onde podemos saber a quantidade de fatalidades, quantidade de atentados, a data dos atentados e o grupo responsável pela ação.


Figura 3. Série histórica sobre atentados terroristas na capital da Somália em 2017
Fonte: Storymaps (ESRI, 2017)


A partir dos dados disponíveis na plataforma, é possível realizar diversos mapas temáticos e análises geográficas sobre a distribuição desses atentados terroristas, seja por grupo de atuação, país, região ou cidade. Para aqueles que trabalham com geoprocessamento e cartografica, esta plataforma possui um acervo muito grande de dados que possibilita escrever diversos artigos científicos ou postagens em blog sobre terrorismo no mundo. 









quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Cartografia dos ataques terroristas do Boko Haram


Luiz Henrique Almeida Gusmão
* Geógrafo e Licenciado pela Universidade Federal do Pará (UFPA)
* Editor chefe, Proprietário e Cartógrafo - Blog Geografia e Cartografia Digital
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1. BOKO HARAM


O "Boko Haram" é uma organização fundamentalista islâmica de métodos terroristas que busca a imposição da Lei Xaria no norte e Nordeste da Nigéria. A Lei refere-se as normas conforme a religião islâmica, cuja base associa religião e direito, em que o Alcorão corresponde a fonte mais importante para a jurisprudência, porém de maneira distorcida, pois o referido livro não apoia ou incentiva a prática da violência contra outros grupos étnicos ou minorias religiosas, muito menos fomenta a guerra e a extirpação de pessoas contrárias a filosofia islâmica. O grupo utiliza uma bandeira preta com um símbolo do xiismo e do jhadismo. Na tradução para o português, a bandeira diz: "Não há Deus a não ser Deus, Maomé é o mensageiro de Deus".


Figura 1. Bandeira utilizada pelo grupo Boko Haram


"O grupo surgiu em 2002, na cidade Maiduguri no estado de Borno, Nigéria, tendo como líder Mohamed Ali que convenceu outros grupos mulçumanos a se juntarem a ela e viverem como uma comunidade separatista sob a ideologia islâmica" (PALADI, R, 2014). A partir de então, suas ações intensificaram-se em países da África Central e África Ocidental, mais precisamente na Nigéria, Camarões, Níger e Chade. A concentração do seu exército fica na cidade da Maiduguri (Figura 2) e arredores, em uma região árida.



Figura 2. Cidade de Maiduguri no Nordeste da Nigéria e local das maiores atuações do grupo Boko Haram
Fonte: Google Earth (2017)

Em 2014, o grupo declarou vários califados no nordeste da Nigéria como forma de extinguir a "educação ocidental" da região, pois o Boko Haram a considera inadequada, ou seja, as ações do grupo também são pautadas na eliminação de comportamentos, instituições ou filosofia de vida contrárias ao islamismo, por isso vários atentados buscam uma "limpeza étnica e religiosa". Este grupo radical islâmico tem atuado principalmente em países africanos, tais como: Nigéria, Níger, Chade e Camarões, onde realiza diversos atentados a igrejas católicas, escolas, quartéis, bares e sedes de organizações internacionais (BBC, 2016). Os países onde o "Boko Haram" atua são bastante diversos. Todos localizam-se no continente africano, possuem uma população super diversa com dezenas de grupos étnicos, alguns destes estão entre os mais pobres do mundo com baixa qualidade de vida, além de possuírem recursos naturais estratégicos. 

O grupo tem usado argumentos extremistas baseados na religião, sempre agindo com bastante violência contra mulheres, crianças, cristãos e adeptos de filosofias divergentes do Boko Haram, o que tem ocasionado deslocamentos em massa daquelas pessoas ameaçadas no seu próprio país. Os seus membros sempre aparecem fortemente armados com metralhadores, fuzis, granadas e outras armas de guerra, o que destaca a sua força de combate em algumas das áreas mais miseráveis do planeta.


Figura 3. Membros do grupo Boko Haram em zona de conflito
Fonte: BBC (2016)


2. CARTOGRAFIA DOS ATENTADOS TERRORISTAS DO GRUPO BOKO HARAM 

Com base nos dados da parceria entre a "Esri Story Maps" e a "Peace Tech Lab", usando diversas fontes, como a colaboração do Wikipédia (ESRI, 2017), foi realizado uma cartografia da distribuição dos homicídios nos países de atuação do grupo Boko Haram. Os dados sobre atentados por grupos terroristas para o ano de 2017 podem ser acessados na plataforma ao lado. https://storymaps.esri.com/stories/terrorist-attacks/ 

Por meio dos dados contidos na plataforma, realizamos um mapa temático que expressa a distribuição geográfica dos homicídios pelo grupo Boko Haram. Entre o dia 01/01 e 17/09 de 2017, o grupo vitimou 562 pessoas, principalmente na Nigéria, seguido pelo Camarões e pelo Níger (Mapa 1)


Mapa 01. Quantidade de homicídios efetuados pelo grupo Boko Haram na África entre 01/01 até 17/09.
Fonte: Autoria própria (2017) 
*É proibido o uso, compartilhamento, divulgação em mídia escrita e virtual, sem autorização do autor do mapa (Luiz Henrique Almeida Gusmão)

Segundo o mapa, a maioria dos homicídios causados pelo Boko Haram foi no Nordeste da Nigéria, onde os mesmos afirmaram ser o califado do grupo e portanto, o local onde estes comandam paralelamente ao governo do país. Esta região concentra a atuação do grupo e onde ocorreu 81% dos homicídios do total até a referido período. Os atentados ocorrem majoritariamente nos arredores de Maiduguri, sempre com bastante violência, o que também vem agravando a fome e a miséria daqueles que vivem na região, onde muitas vítimas são crianças, mulheres e agricultores.

No restante da Nigéria, as ações do grupo são mais fracas, mas ainda assim possíveis, como no Norte do país e em parte do sul. Em Camarões foram 75 homicídios, enquanto no Níger foi igual a 5. De modo geral, a ação do Boko Haram ocorreu em um raio de até 200 km do epicentro das suas ações. As cidades nigerianas são as mais afetadas, seguidas por aquelas camaronesas (Figura 4) localizadas no noroeste do país.




Figura 4. Cidades com maior quantidade de vítimas do Boko Haram entre janeiro e 17 outubro de 2017
Fonte: storymaps e Peace Tech Lab (2017)



3. CONCLUSÕES

O Boko Haram é um grupo extremista islâmica que usa a religião como justificativa de suas ações autoritárias de domínio da região nordeste da Nigéria. O grupo usa a violência extrema onde ocupa, tem agravado a fome e a miséria, assim como extirpa aqueles contrários a sua filosofia retrógada de direito, pois estes não consideram a diversidade humana. Os governos africanos, junto com a ajuda internacional, devem combater qualquer grupo que pretende impor ideias extremistas e causar muitos males a sua própria população, sendo portanto, inadmissível e deve ser reprimido. 


4. REFERÊNCIAS

BBC (2016). Who are Nigeria's Boko Haram Islamist group?. Disponível em http://www.bbc.com/news/world-africa-13809501

How Big is Boko Haram?. Disponível em https://medium.com/war-is-boring/how-big-is-boko-haram-fac21c25807

Story Maps about terrorism. Disponível em https://storymaps.esri.com/stories/terrorist-attacks/


PALADINI, R (2014). A Nigéria e o Boko Haram. Série: Conflitos Internacionais. v. 1. n. 5. Disponível em https://www.marilia.unesp.br/Home/Extensao/observatoriodeconflitosinternacionais/a-nigeria-e-o-boko-haram.pdf


WALKER, A (2012). What is Boko Haram?. Disponível em https://www.usip.org/sites/default/files/SR308.pdf

domingo, 8 de outubro de 2017

Ranking e Cartografia do IDH para as capitais brasileiras


Luiz Henrique Almeida Gusmão
* Geógrafo e Licenciado pela Universidade Federal do Pará (UFPA)
* Editor chefe, Proprietário e Cartógrafo - Blog Geografia e Cartografia Digital
* Presta consultoria em Cartografia e Geoprocessamento para Acadêmicos, Pesquisadores e Empresas
* Foi Bolsista CNPq - DTI (Desenvolvimento Tecnológico Industrial) no Laboratório de Sensoriamento Remoto na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Amazônia Oriental)
* Contato: henrique.ufpa@hotmail.com
*Mapas em Geral, Cartogramas, Cursos, Projetos de Geoprocessamento, 
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1. Ranking das capitais brasileiras no Índice de Desenvolvimento Humano - 2010


O índice de desenvolvimento humano é uma forma resumida do progresso a longo prazo em três dimensões básicas do desenvolvimento humano: renda, educação e saúde (PNUD, 2017). Esse índice é um meio de mensurar e comparar as condições as condiçoes de vida de um país, estado, regiões metropolitanas e municípios. O IDH reúne três dos requisitos indispensáveis para a expansão da liberdade das pessoas: a oportunidade de se levar uma vida longa (Saúde); o acesso ao conhecimento (Educação) e a capacidade de desfrutar de um padrão de vida digno (Renda).

Com base nos dados fornecidos pelo Programa das Nações Unidas (PNUD) http://atlasbrasil.org.br/2013/ para os municípios brasileiros, foram realizadas análises sobre o IDH de todas as capitais brasileiras para o ano de 2010.

No ranking dos 5.565 municípios brasileiros, as capitais estaduais mais bem posicionadas estão localizadas principalmente nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, enquanto aquelas das regiões Norte e Nordeste tiveram um desempenho inferior, com exceção de Palmas/TO (Mapa 01)


Mapa 01. Ranking das capitais brasileiras pelo índice de desenvolvimento humano (IDH) - 2010
Elaborador: Luiz Henrique Almeida Gusmão / Fonte: PNUD (2010)
*É expressamente proibido o uso comercial, publicação em qualquer revista e compartilhamento em matérias sem a devida autorização do autor.

Segundo o mapa, a capital brasileira mais bem posicionada é Florianópolis/SC na 3° colocação, seguida por Vitória/ES (4°), Brasília/DF (9°), Curitiba/PR (10°), Belo Horizonte/MG (20°), São Paulo/SP (28°), Porto Alegre/RS (28°), Goiânia/GO e Rio de Janeiro/RJ (45°), ou seja, entre as capitais estaduais, essas tiveram o melhor desempenho nas áreas de educação, saúde e renda, considerados pelo PNUD. 

Ainda de acordo com o mapa, entre aquelas que obtiveram um desempenho mais baixo, destacam-se: Macéio/AL (1.266°), Rio Branco/AC (1.107°), Macapá/AP (940°), Porto Velho/RO (876°) e Manaus/AM (850°), localizadas principalmente na Região Norte, com exceção de Macéio que se localiza na Região Nordeste.

Se avaliarmos o IDH das capitais na costa brasileira, percebemos que os índices de desenvolvimento humano são menores de Macapá/AP até Salvador/BA, e tornam-se maiores a partir de Vitória/ES até Porto Alegre/RS, quase no limite com o Uruguai. 

Em uma avaliação regional, a capital com o melhor IDH na região Sul é Florianópolis/SC (3°); na região Sudeste é Vitória/ES (4°); no Centro-Oeste é Brasília/DF (9°); no Nordeste é Recife/PE (210°) e no Norte é Palmas/TO (76°). Quando observamos aquelas com o menor desempenho, Porto Alegre/RS aparece em 28° na região Sul, o Rio de Janeiro/RJ em 45° na região Sudeste, Campo Grande/MS em 100°, Maceió em 1.266° na região Nordeste e Rio Branco/AC em 1.107° na região Norte.


Na classificação do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), a maioria das capitais estaduais está classificada em "Alto Desenvolvimento Humano", com exceção de 7 capitais (Figura 1), onde os índices ultrapassaram 0,800 e portanto, enquadram-se em "Muito Alto Desenvolvimento Humano".


Figura 1. Ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) das capitais brasileiras em 2010
Elaborador: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2017)
Fonte: PNUD (2010)

Se avaliarmos com base na média do IDH das capitais brasileiras que é de 0,777, percebemos que além das capitais do Sudeste, Sul e Centro-Oeste do país, somente Palmas, Recife e Aracaju estão acima desse índice (Figura 3). 


Figura 3. Índice de Desenvolvimento Humano nas capitais estaduais brasileiras (2010)
Elaborador: Luiz Henrique Almeida Gusmão
Fonte: PNUD (2010)



2. CONCLUSÕES

As capitais localizadas na região Sudeste, Sul e Centro-Oeste possuem os melhores índices de desenvolvimento humano do país, em contraposição a maioria das capitais da região Norte e Nordeste, o que reforça a forte desigualdade social existente entre as mesmas. Diante disso, é necessário que os governos agilizem medidas para melhorar a qualidade de vida da população, ao ofertar e melhorar o acesso a saúde, educação e trabalho, o que consequentemente deve repercutir em uma vida mais digna e menos limitada da população.



3. REFERÊNCIAS.


PNUD. Atlas do Desenvolvimento Humano, 2010. Disponível em http://atlasbrasil.org.br/2013/. Acesso em 01/10/2017.








segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Atlas sobre Trabalho Escravo no Brasil



Luiz Henrique Almeida Gusmão
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1. Atlas do Trabalho Escravo no Brasil (Material produzido pela equipe do Prof. Dr. Herve Thery e da Organização Amigos da Terra-Amazônia Brasileira)

O material denominado "Atlas do Trabalho Escravo no Brasil" foi concebido pela organização Amigos da Terra- Amazônia Brasileira e lançado em 2012. Este é um estudo completo sobre a atual distribuição geográfica dos trabalhadores em condições análogas a escravidão, assim como a vulnerabilidade ao aliciamento e a probabilidade de ocorrer trabalho escravo no país. Trata-se de uma série de 56 cartogramas, 7 tabelas e 2 gráficos a respeito do tema. Entre os autores deste estudo, destacam-se o Prof. Dr. Herve Thery, a Prof. Dra. Neli Aparecida de Melo, o Prof. Dr. Eduardo Paulo Girardi e o Msc. Júlio Takahiro Hato, todos da UNESP e UEL.

Os pesquisadores ainda estudam a correlação de atividades econômicas com o trabalho escravo, como a produção de carvão, a pecuária, mineração, agricultura, etc. Os principais locais com registros de Trabalho Escravo são: Pará, Maranhão, Mato Grosso e Tocantins. Para ter acesso ao material, basta fazer o download abaixo:




Figura 1. Índice de vulnerabilidade à escravidão
Fonte: IBGE/MTE/SUS/CPT
HT/NAM/JH/EG (2007)


O estudo é riquíssimo com uma série de informações por estado, microrregião e município. É um excelente recurso para o planejamento e adoção de políticas públicas voltadas para coibir atividades econômicas com uso de mão-de-obra escrava, pois este nos dá uma dimensão da realidade no Brasil. Cartograficamente, esse material foi produzido com o uso do software Philcarto (Gratuito). Para fazer o download do software do Atlas.












quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Mapas de População e de Área do Brasil



Luiz Henrique Almeida Gusmão
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1. Compartilhamento de Mapas 


Olá leitores, a partir dessa semana irei começar a compartilhar mapas, imagens de satélites, figuras e cartogramas com os mais variados temas, sempre identificando a fonte e ressaltando o cartógrafo ou elaborador do mapa. Nesta primeira sessão, compartilharei mapas da distribuição da população brasileira em diversos aspectos. Novamente, caso você não encontre um mapa que esteja procurando ou necessite que seja confeccionado um, basta entrar em contato (91) 98306-5306.


2. Mapas de População e de Área do Brasil

Os mapas e figuras abaixo sobre a população do Brasil foram confeccionados pelo Prof. Dr. Herve Thery no artigo publicado na Revista Confins. Já o artigo foi escrito por René Somain (http://confins.revues.org/7215). Alguns deles estão sem todos os elementos cartográficos obrigatórios, mas podem ser analisados sem qualquer problema.


Figura 1. Brasil - População dos municípios (2010)


Fonte: IBGE (2010)
Elaborador: Herve Thery (2011); Software: Philcarto




Figura 2. Brasil - Densidade demográfica dos municípios  (2010)


Fonte: IBGE (2010)
Elaborador: Herve Thery (2011); Software: Philcarto


Figura 3. Brasil - Área total dos municípios (2010)


Fonte: IBGE (2010)
Elaborador: Herve Thery (2011); Software: Philcarto



Figura 4. Os 10 maiores e menores municípios brasileiros em área (2010)


Fonte: IBGE (2010)
Elaborador: Herve Thery (2011); Software: Philcarto


Figura 5. Brasil - Taxa de Masculinidade por município (2010)


Fonte: IBGE (2010)
Elaborador: Herve Thery (2011); Software: Philcarto



Figura 6. Brasil - Taxa de Masculinidade na população rural (2010)

Fonte: IBGE (2010)
Elaborador: Herve Thery (2011); Software: Philcarto





2. REFERÊNCIA 

René Somain, « A população do Brasil em 2010 », Confins [Online], 12 | 2011, posto online no dia 01 Agosto 2011, consultado o 14 Setembro 2017. URL : http://confins.revues.org/7215 ; DOI : 10.4000/confins.7215











domingo, 27 de agosto de 2017

Análise Espacial de Eventos Pontuais



Luiz Henrique Almeida Gusmão
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1. Análise Espacial de Eventos Pontuais


Olá leitores, hoje eu estou compartilhando com vocês um excelente material do Prof. Vitor Vieira Vasconcelos que exerce o seu trabalho na área da Geotecnologia na UFABC (SP). Na verdade, são slides que enfatizam a análise espacial de eventos pontuais, utilizando diversos métodos como: "centros médios e distância padrão", "padrões de agregação", "mapas de kernel", "mapas de proximidade" e também sobre interpolação de dados espaciais. 



Figura 1. Capa dos slides sobre análise de eventos pontuais


Os slides são ideais para aqueles que buscam aprofundamento no assunto. Ainda possui uma videoaula do professor incluso nesse excelente material. O vídeo é bastante longo, 3 horas, mas temos certeza que será o melhor e mais didático material disponível na internet. Veja!


Vídeo 1. Análise Espacial de Eventos Pontuais