domingo, 16 de julho de 2017

Anais do XVIII Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto



Luiz Henrique Almeida Gusmão
* Geógrafo e Licenciado pela Universidade Federal do Pará (UFPA)
* Editor chefe, Proprietário e Cartógrafo - Blog Geografia e Cartografia Digital de Belém
* Foi Bolsista CNPq - DTI (Desenvolvimento Tecnológico Industrial) no Laboratório de Sensoriamento Remoto na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Amazônia Oriental)
* Contato: henrique.ufpa@hotmail.com
*Mapas em Geral, Cartogramas, Cursos, Projetos de Geoprocessamento, Palestras e Consultoria em Geotecnologia:  091 (98306-5306) - WhatsApp



1. Anais do XVIII Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto


Olá leitores, hoje compartilho o link que dá acesso aos Anais dos artigos científicos do XVIII Simpósio de Sensoriamento Remoto que aconteceu no mês de maio em Santos/SP. Foram 1.052 trabalhos sobre diversas temáticas (53) como:


Ao lado está o link https://proceedings.galoa.com.br/sbsr. Você pode realizar o download dos artigos, inspirar-se e quem sabe publicar no próximo simpósio que acontecerá em 2019. Entre os vários artigos publicados, eu (Luiz Henrique) consegui enviar 3 e todos foram aprovados. Segue o link para ter acesso. https://proceedings.galoa.com.br/sbsr/autores/luiz-henrique-almeida-gusmao.

O primeiro artigo em que fui o autor principal e os pesquisadores da Embrapa Amazônia Oriental (Dr. Orlando dos Santos Watrin e Dr. Moisés Mourão Jr) foram co-autores intitula-se: "Dinâmica da Agricultura Anual no polo de Santarém, oeste do Estado do Pará, no período de 2004/2014. https://proceedings.galoa.com.br/sbsr/trabalhos/dinamica-da-agricultura-anual-no-polo-de-santarem-oeste-do-estado-do-para-no-periodo-de-20042014.  

Os demais artigos fui co-autor. O segundo é sobre a "Dinâmica do uso e ocupação da terra das áreas desflorestadas no município de Novo Progresso, Pará. https://proceedings.galoa.com.br/sbsr/trabalhos/dinamica-do-uso-e-ocupacao-da-terra-das-areas-desflorestadas-no-municipio-de-novo-progresso-pa. O terceiro e último artigo é sobre o "Estudo dos focos de calor no município de Parauapebas (PA) entre 2005 a 2015". https://proceedings.galoa.com.br/sbsr/trabalhos/estudo-dos-focos-de-calor-no-municipio-de-parauapebas-pa-no-periodo-de-2005-a-2015.














domingo, 2 de julho de 2017

Mapeamento de áreas de preservação permanente no ArcGis (Livro)



Luiz Henrique Almeida Gusmão
* Geógrafo e Licenciado pela Universidade Federal do Pará (UFPA)
* Editor chefe, Proprietário e Cartógrafo - Blog Geografia e Cartografia Digital de Belém
* Foi Bolsista CNPq - DTI (Desenvolvimento Tecnológico Industrial) no Laboratório de Sensoriamento Remoto na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Amazônia Oriental)
* Contato: henrique.ufpa@hotmail.com
*Mapas em Geral, Cartogramas, Cursos, Projetos de Geoprocessamento, Palestras e Consultoria em Geotecnologia:  091 (98306-5306) - WhatsApp




1. Livro - Mapeamento de áreas de preservação permanente no ArcGis (Livro)


Caros, essa postagem tem o objetivo de compartilhar um livro feito por professores universitários da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) sobre como mapear áreas de preservação permanente utilizando o software ArcGis. 

Segundo os autores, a proposta do livro é ensinar, passo a passo, numa linguagem clara e interpretável, como utilizar as ferramentas do software ArcGis 9.3, para o mapeamento de Áreas de Preservação Permanente (APPs). Segue o link do site Geomática, onde o material está disponível para download. http://www.mundogeomatica.com.br/MapeamentoAPPsArcGIS93.htm


Figura 1. Capa do livro


O material oferecido pelo Mundo Geomática é uma ótima oportunidade e gratuita, de aprimorar os seus conhecimentos na área de Geotecnologia aplicado ao Meio Ambiente. Que tal compartilhar com os seus amigos universitários? É um excelente recurso para aprofundar os conhecimentos até mesmo no ArcGis, como forma de revisar alguns conteúdos ou readaptar para o QGIS, caso queira usá-lo. No site, há outros livros com diferentes aplicações, sempre na área ambiental, então confira http://www.mundogeomatica.com.br/






sábado, 1 de julho de 2017

Cartografia das Áreas Urbanas do Estado do Pará



Luiz Henrique Almeida Gusmão
* Geógrafo e Licenciado pela Universidade Federal do Pará (UFPA)
* Editor chefe, Proprietário e Cartógrafo - Blog Geografia e Cartografia Digital de Belém
* Foi Bolsista CNPq - DTI (Desenvolvimento Tecnológico Industrial) no Laboratório de Sensoriamento Remoto na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Amazônia Oriental)
* Contato: henrique.ufpa@hotmail.com
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1. Áreas Urbanas mapeadas pela Embrapa - Campinas/SP

Atualmente, as cidades representam a forma de ocupação do território que concentra a moradia da maior parte da população humana em quase todos os países, responsáveis por reunir um conjunto significativo de serviços públicos e privados, de produção industrial e trocas comerciais, de intenso intercâmbio cultural, de aglomeração de pessoas e de capital (EMBRAPA, 2017). Recentemente, houve um esforço de pesquisadores e analistas da Embrapa com sede em Campinas/SP na localização, atualização, delimitação e quantificação das áreas urbanas do Brasil, sendo publicado na série documentos da instituição e em seguida compartilhado para a sociedade em geral. 

Conforme a Embrapa (2017), para a identificação e o mapeamento das áreas urbanas do país, foi utilizado a base de setores censitários do IBGE de 2010, em que tal base foi integrada a um SIG conjuntamente com imagens de satélites recentes e de alta resolução espacial disponibilizados por meio do map service World Imagery na plataforma ArcGis 10.3


Figura 1. Área Urbana
Fonte: geoensino



2. Cartografia das Áreas Urbanas do Estado do Pará em 2015

Conforme os dados da Embrapa (2017), a área urbana do Estado do Pará é de 1.612,8 Km² distribuídos pelos 144 municípios. Dos 1.247.954,6 Km² do Estado, apenas 0,13% é ocupado por áreas urbanas em 2015 (EMBRAPA, 2017) com uma população de 5.191.559 (IBGE, 2010), demonstrando que uma parte considerável do seu território é formado por florestas e rios. Dessa maneira, podemos afirmar que 99,87% do Pará é caracterizado como rural, onde vivem 2.389.492 de pessoas (IBGE, 2010). Dentre as maiores áreas urbanas, destacam-se aos dos municípios: Belém, Marabá, Santarém, Ananindeua, Parauapebas, Castanhal, Barcarena, Altamira, Redenção e Marituba (Mapa 1):

Mapa 01. Áreas Urbanas do Estado do Pará (2015) 
Fonte dos dados: Embrapa (2017)
Fonte do mapa: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2017)
*É expressamente proibido o uso e compartilhamento sem autorização prévia do mapa.
(CLIQUE PARA AMPLIAR)

Segundo o mapa acima, as maiores áreas urbanas do Estado do Pará estão relativamente dispersas pelo território, porém há uma aglomeração no entorno de Belém, correspondendo a sua região metropolitana com 2,4 milhões de habitantes (IBGE, estimativa de 2015) e uma área urbana de 407 Km². Os 10 municípios com as maiores áreas urbanas possuem 45,2% do total do Pará (Tabela 1) e os 134 municípios detêm 54,8%.


Tabela 1. As 10 maiores áreas urbanas do Estado do Pará (2015)
Fonte: Embrapa (2017)

Mediante os arquivos geoespaciais elaborados pela Embrapa (2017), nós realizamos o zoom em algumas regiões do Pará para enfatizar as áreas urbanas. O segundo mapa abaixo enfatiza as áreas urbanas no entorno da capital, em que é evidente a maior aglomeração das mesmas, destacando-se por exemplo as cidades de Barcarena, Abaetetuba, Salvaterra, Soure, Capanema, Bragança, Salinópolis, Cametá e Paragominas (Mapa 2)


Mapa 02. Áreas urbanas no entorno de Belém (2015)
Fonte dos dados: Embrapa (2017)
Fonte do mapa: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2017)
*É expressamente proibido o uso e compartilhamento sem autorização prévia do mapa.
(CLIQUE PARA AMPLIAR)


No terceiro mapa, foram destacadas as principais cidades ao longo do Rio Amazonas e parte do Rio Tapajós. A ênfase do mapa abaixo centrou-se no entorno da cidade de Santarém (Mesorregião do Baixo Amazonas), onde podemos visualizar as cidades de Belterra, Mojuí dos Campos, Monte Alegre, Óbidos, Oriximiná, Juruti e outras.



Mapa 03. Áreas urbanas no entorno de Santarém (2015)
Fonte dos dados: Embrapa (2017)
Fonte do mapa: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2017)
*É expressamente proibido o uso e compartilhamento sem autorização prévia do mapa.
(CLIQUE PARA AMPLIAR)

No quarto mapa, foram destacadas as áreas urbanas no entorno das cidades de Marabá, Parauapebas e Redenção, no Sudeste Paraense. Entre as cidades dessa região, merecem destaque as cidades de Canaã dos Carajás, São Domingos do Araguaia, Xinguara e Conceição do Araguaia (Mapa 3), a última já no limite com o Estado do Tocantins.



Mapa 04. Áreas urbanas no entorno de Marabá, Parauapebas e Redenção (2015)
Fonte dos dados: Embrapa (2017)
Fonte do mapa: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2017)
*É expressamente proibido o uso e compartilhamento sem autorização prévia do mapa.
(CLIQUE PARA AMPLIAR)



3. CONCLUSÕES

A área urbana do Estado do Pará ocupa menos de 1% do seu território e as principais aglomerações estão no entorno de Belém, enquanto as demais estão dispersas no território. O trabalho realizado pela Embrapa de Campinas/SP mostra a relevância do mapeamento das áreas urbanas do país inteiro, onde é possível ter acesso aos arquivos vetoriais e dados estatísticas sobre as mesmas.


4. REFERÊNCIAS


FARIAS, A. R.; MINGOT, R.; SPADOTTO, C. A.; LOVISI FILHO, E. Identificação, mapeamento e quantificação das áreas urbanas do Brasil. Campinas: Embrapa Gestão Territorial, 2017. 5 p. (Embrapa Gestão Territorial. Comunicado Técnico, 05). Acesso em 27/06/2017. Disponível em https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/24117999/estudo-da-embrapa-gestao-territorial-mapeia-areas-urbanas-no-brasil


IBGE. Base de Informações do Censo Demográfico 2010: resultados do Universo por setor censitário. Rio de Janeiro: MPOG, 2011.












quarta-feira, 14 de junho de 2017

Canvas Course, Geoprocessing and Maps



Luiz Henrique Almeida Gusmão
* Geógrafo e Licenciado pela Universidade Federal do Pará (UFPA)
* Editor chefe, Proprietário e Cartógrafo - Blog Geografia e Cartografia Digital de Belém
* Foi Bolsista CNPq - DTI (Desenvolvimento Tecnológico Industrial) no Laboratório de Sensoriamento Remoto na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Amazônia Oriental)
* Contato: henrique.ufpa@hotmail.com
*Mapas em Geral, Cartogramas, Cursos, Projetos de Geoprocessamento, Palestras e Consultoria em Geotecnologia:  091 (98306-5306) - WhatsApp



1. Canvas Courses, Geoprocessing and Maps


The Canvas Courses Online is an interesting platform to learn something related to Marketing, English, Bussiness, Professional Web, Biology, Math, Geoprocessing and others sciences. The most important this platform is its quality and is totally free. I am learning more about Geoprocessing, spite of being graduated in Geography in University Federal of Para State (Brazil) and have worked much time in the Laboratory of Remote Sensing at Embrapa Amazônia Oriental, in my city Belém/PA. Today, I am going to share some maps made myself during two weeks. I am late in the course online of Geoprocessing, however, I am going to watch the next lessons.

The first map made myself is a classic: "Map of countries by population - 2007". The year about information is very old, but the most important were make a map using the cartographic representation "Choropleth". This map, I have scored 9.5 by grade. I was happy with the score.

Map 01. Countries by population (2007)
Fonte: USGS 2008, prepared by Luiz Henrique Almeida Gusmão (2017)

I know that the best way to represent this map is through Geometric Figures, but the orientation was used "Choropleth", despite the information is quantitive.

The second map that I did was about localization of the University of West Florida in the county of Escambia, United States. It is a typical map of localization, wherein it was necessary to mapper the University of West Florida, Escambia's Cities, Rivers, Interstate, Escambia County, Santa Rosa County, State of Alabama and Hydrography too (Map 2).


Map 2. University of West Florida Main Campus, Florida (2017)
Fonte: USGS 2008, prepared by Luiz Henrique Almeida Gusmão (2017)

All maps were prepared in ArcGIS trial, it is available in the course online. Approximately, I have spent 2 hours and 30 minutes to finish this map. Moreover, I have scored 10.0 by grade. I was very happy with the score too. So, this online course of Geoprocessing is awesome and I recommended to Geography's students and Geoprocessing's students, but it is necessary to know English and the minimum knowledge in Cartography and Geoprocessing.






quinta-feira, 8 de junho de 2017

Mapas Sequenciais, Temporais ou em Série




Luiz Henrique Almeida Gusmão
*Geógrafo e Licenciado pela Universidade Federal do Pará (UFPA)
*Fundador do Blog Geografia e Cartografia Digital de Belém
*Foi Colaborador em Geoprocessamento e Cartografia no Lab. de Sensoriamento Remoto na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA AMAZÔNIA ORIENTAL)
Cursos, Mapas, Projetos, Cartogramas e Consultoria em Geotecnologias - (091) 98306-5306 (Whatsapp)



1. MAPAS SEQUENCIAIS OU EM SÉRIE DE MODO TEMPORAL

Segundo Martinelli (2011), os mapas em série de modo temporal são indicados para apreciar mudanças de determinada manifestação ocorridas ao longo do tempo. No conjunto de mapas, o tempo varia, a base cartográfica permanece inalterada, a variável permanece a mesma e o fenômeno manifesta-se conforme a disposição do tempo.

Nesse tipo de representação cartográfica, deve ser assegurada que a escala, base cartográfica, cores, texturas e layouts permaneçam iguais em todos quadros, como forma de valorizar o fenômeno em questão.





2. ANÁLISE DE MAPAS EM SÉRIE, O CASO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS EM UMA COMUNIDADE DE BARCARENA, PARÁ.

Na figura abaixo, o objetivo era evidenciar a disposição de resíduos sólidos ao longo de 10 anos na comunidade de Murucupi, no município de Barcarena/PA. No primeiro quadro (Figura 1) em 2005, podemos perceber que o lixo estava bastante esparsado pela comunidade, não havia ocupação nas redondezas e a unidade de compostagem ainda estava ativada.

No segundo quadro em 2008, percebemos o avanço significativo da ocupação humana nas proximidades da área onde o lixo era descartado, em que a distância do mesmo varia de 200 m e 400 m.


Figura 1. Disposição de resíduos sólidos na comunidade Murucupi no município de Barcarena/PA em 2005, 2008, 2010 e 2015
Fonte: Luiz Henrique Almeida Gusmão
*É expressamente proibido o uso e publicação editoral sem autorização prévia.


No terceiro quadro em 2010, já é visível que a ocupação humana chega mais próxima da área de descarte irregular de lixo, o que coloca essa população em risco, devido ao odor, a proximidade de vetores de doenças, entre outros. Na imagem, podemos ver que a unidade de compostagem já tinha sido desinstalada e provavelmente deslocada para outro lugar.


No último quadro, já em 2015, é visível que a ocupação urbana já avançou significativamente por grande parte das terras na proximidade do lixão, estando menos de 10 metros do mesmo. Na imagem, é visível que o lixo já ocupou toda área que anteriormente ficava a unidade de compostagem.

Entre o ano de 2005 e 2015, conseguimos perceber que o lixão ao longo do tempo foi ficando mais concentrado, a unidade de compostagem foi desativada e a ocupação humana foi aumentando gradativamente nas proximidades de uma área que oferece perigo à população.

Os mapas em série são interessantes porque permitem analisar um grande período de tempo, que no caso acima foi de uma década. Esse tipo de representação é excelente por explicar didaticamente a história de determinado fenômeno no espaço, sendo fundamental no esclarecimento sobre questões ambientais por exemplo.

No entanto, é de suma importância saber que esse tipo de mapa é complexo de ser feito e leva muitas horas (2h ou 3h), dependendo das informações que estarão presentes no referido documento cartográfico, ou seja, o tempo dispendido pelo profissional é maior também, não devendo ser cobrado como se fosse fazer somente um mapa, já que na verdade, são "quatro mapas em um".


3. FIGURAS GEOGRÁFICAS TEMPORAIS, O CASO DAS ÁREAS URBANAS DE BALTIMORE-WASHINGTON E SÃO FRANCISCO-SACRAMENTO (EUA)

Na figura 2 abaixo, está representando a expansão da área urbana do aglomerado São Francisco-Sacramento, em que é visível o acelerado crescimento demográfico entre as duas cidades ao longo de 50 anos. A cor vermelha é usada para expressar as áreas ocupadas por uso residencial, comercial e industrial juntas. 


Figura 2. Expansão urbana do aglomerado São Francisco-Sacramento entre 1850 e 1990, Estados Unidos.
Fonte: The USGS Land Cover Institute

Na figura abaixo é expresso o crescimento urbano do aglomerado Baltimore-Washington DC ao longo de 200 anos. Em 1792, a área urbana era diminuta, não havia conurbação entre as cidades e consequentemente sem a formação de uma região metropolitana. Entre 1900 e 1992, com a migração de pessoas de outras partes do país, a malha viária cresceu e contribuiu para a formação de uma área bastante urbanizada.


Figura 3. Expansão urbana do aglomerado São Francisco-Sacramento entre 1792 e 1992, Estados Unidos
Fonte: The USGS Land Cover Institute


4. ESQUEMA PARA ELABORAR BONS MAPAS TEMPORAIS

Abaixo, segue um esquema simples (Figura 4) para que seja possível construir excelentes mapas em série para trabalhos acadêmicos, palestras, congressos, entre outros. Lembrando que a base cartográfica pode ser modificada apenas se a mesma conter os elementos de mudança da informação geográfica.



Figura 4. Esquema de como montar excelentes mapas em série

Os mapas em série são excelentes recursos para evidenciar a dinâmica geográfica e atualmente representam um desafio, pois é necessário conhecimento técnico para destacar a temporalidade da informação geográfica através de um único mapa, o que exige bastante habilidade e dedicação na confecção deste tipo de produto. Nós recomendamos o uso do software ArcGis ou do CorelDraw para adaptação dos mapas em modo sequencial, lembrando que o mais importante é a qualidade do mapa final.


3. CONCLUSÕES


Os mapas em série temporal devem ser usados quando é preciso mostrar uma série histórica de um fenômeno, para isto sendo recomendável modificar apenas as informações ao longo do tempo, entretanto deixando inalterável a base cartográfica, a escala, textura e outros componentes importantes, com o intuito de mostrar a dinâmica ocorrida no espaço geográfico. 


4. REFERÊNCIAS

MARTINELLI, M. Mapas da Geografia e Cartografia Temática/ Marcello Martinelli - 6. ed. ampl. e atual. - São Paulo: Contexto, 2011.

USGS. The USGS Land Cover Institute. Disponível em https://landcover.usgs.gov/urban/umap/pubs/urisa_jtb.php













sábado, 20 de maio de 2017

Mapas de Localização/Acadêmicos (Serviço)



Luiz Henrique Almeida Gusmão
* Geógrafo e Licenciado pela Universidade Federal do Pará (UFPA)
* Editor chefe, Proprietário e Cartógrafo - Blog Geografia e Cartografia Digital de Belém
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1. Mapas de Localização (Maps of localization - Service)


O serviço de "Mapas de Localização" é voltado para aqueles que procuram espacializar em suas pesquisas científicas a sua área de estudo, como forma de facilitar a compreensão geográfica dos leitores, da banca que irá julgá-lo e/ou do público-alvo em geral. Tal tipo de serviço é indicado para: Artigos científicos; TCC; Dissertações de Mestrado; Teses de Doutorado; Palestras; Workshops e Pesquisas científicas com cunho espacial.

O objetivo desse tipo de mapa é localizar a sua área de estudo, entre outras funções conforme o detalhamento da sua pesquisa. As opções ou temas para os mapas de localização dependem do solicitante, podendo ser:

Figura 1. Opções de mapas de localização
Fonte: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2017)


2. Exemplos de Mapas de Localização
2.1 Localização de Xangrí-la (RS)

O mapa abaixo mostra um exemplo de localização, que nesse caso é do município de Xangri-la no Estado do Rio Grande do Sul. 


Mapa 01. Localização do município de Xangrí-la, Rio Grande do Sul (2017)
Fonte: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2017)
*Amostra de Trabalho. Entrar em contato para retirada da marca d' água

No mapa, as informações destacadas são: localização no Rio Grande do Sul e no Brasil; os municípios limítrofes à Xangri-la; as lagoas nas proximidades ao município; o oceano atlântico e demais corpos d' água. A partir do mapa, fica mais fácil de compreender o local da área de pesquisa e os possíveis aspectos espaciais que interferem na problemática.


2.2 Localização da Comunidade Cubatão em Belém/PA

O mapa abaixo, dessa vez com uso de imagem de satélite, destaca a localização da comunidade Cubatão no bairro do Cruzeiro em Belém/PA.



Mapa 02. Localização da Comunidade Cubatão em Belém/PA
Fonte: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2017)
*Amostra de Trabalho. Entrar em contato para retirada da marca d' água


No mapa, além da localização da comunidade no bairro do Cruzeiro em Belém/PA, outras informações são destacadas como: áreas verdes, hidrografia, arruamento e os tipos de domicilio. A partir do mapa é possível fazer várias indagações a respeito de como vivem as pessoas na comunidade por causa da influência de um córrego nos limites da mesma por exemplo. Alguns mapas como esse vão além do foco localização, contribuindo para a compreensão de problemas socioeconômicos que possam estar ocorrendo na área.


2.3 Localização de duas escolas particulares no bairro de Nazaré em Belém/PA


O mapa abaixo representa a localização de duas escolares particulares no bairro de Nazaré em Belém/PA. Para esse foi usado o recurso da imagem de satélite como forma de evidenciar a forte verticalização do bairro e a presença de áreas verdes nos arredores das instituições de ensino.



Mapa 02. Localização de duas escolares particulares no bairro de Nazaré em Belém/PA
Fonte: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2017)
*Amostra de Trabalho. Entrar em contato para retirada da marca d' água


A partir do mapa é possível extrair que a área onde estão as escolares particulares é bastante verticalizada, em que grande parte dos seus habitantes possuem alto poder aquisitivo. Demais informações que podem ser extraídas dependem do tema de pesquisa dos solicitantes que devem estar em consonância com o mapa.



3. DEMAIS SERVIÇOS DE CARTOGRAFIA E GEOPROCESSAMENTO 






quinta-feira, 11 de maio de 2017

Distribuição espacial dos brancos no Brasil por Anamorfoses



Luiz Henrique Almeida Gusmão
* Geógrafo e Licenciado pela Universidade Federal do Pará (UFPA)
* Editor chefe, Proprietário e Cartógrafo - Blog Geografia e Cartografia Digital de Belém
* Foi Bolsista CNPq - DTI (Desenvolvimento Tecnológico Industrial) no Laboratório de Sensoriamento Remoto na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Amazônia Oriental)
* Contato: henrique.ufpa@hotmail.com
*Mapas em Geral, Cartogramas, Cursos, Projetos de Geoprocessamento, Palestras e Consultoria em Geotecnologia:  091 (98306-5306) - WhatsApp



1. Anamorfose, o que é?

Anamorfose vem do grego anamórphosis – transformação – imagem disforme. Em francês, “anamorphose” [anamorfose]; em inglês: Cartogram [cartograma], ”variable scale maps” [mapas com escala varáveis] ou “value-by-area” cartograms [cartogramas de valores de áreas] e em alemão: “verzerrte Karte” [carta distorcida, disforme] (Tobler, 2004:59-60 apud DUTENKEFER, E). Na Cartografia, o termo Anamorfose refere-se a documentos que representam uma base com viés geográfico (continentes, países, estados, municípios, etc) de maneira distorcida, de forma a realçar um tema específico. O objetivo principal dessas representações cartográficas é destacar da forma mais direta possível a extensão de um fenômeno que ocorre no espaço geográfico. 

As anamorfoses são formas de representação cartográficas peculiares, pois o processo de elaboração requer bastante técnica, dados confiáveis, base cartográfica oficial, tratamento cartográfico adequado, legenda compatível com a proporcionalidade da base e um layout exíminio, com o intuito de facilitar a compreensão dos "leitores" e "expectadores" das figuras.

Na verdade, as anamorfoses não são mapas propriamente ditos, pois carecem de informações importantes para a compreensão real da superfície terretre. Por outro lado, o uso desses recursos são de extrema importância, principalmente em apresentações acadêmicas, palestras de modo geral e até em textos jornalísticos, pois facilitam a comunicação geográfica. O uso desses recursos deve ser utilizado excluvisamente com dados quantitativos (Figura 1), sejam estes brutos ou relativos, já que o intuito principal é expressar a noção de proporcionalidade.


Figura 1. PIB das microrregiões do Brasil em 2002 por anamorfose
Fonte: Adaptado de THERY, H (2006)
Fonte dos dados: IBGE (2002)


2. A distribuição dos brancos por anamorfose

O Brasil é um país sul-americano diverso com 207.437.503 habitantes (IBGE, 2017), dividindo-se em 27 unidades que constituem a federação. Conforme o IBGE (2010), 47,67% da população se autoclararam como brancos; 42,98% como pardos, 7,83% como negros; 1,11% como amarelos e 0,41% como indígenas.

De posse dos dados do IBGE de 2010, foram elaborados anamorfoses para expressar a distribuição dos brancos por região e estado. Os dados correspondem aqueles que se autodeclararam brancos nas pesquisas.

Na avaliação das regiões brasileiras, a região "mais branca" do Brasil é a Sul com 78,4% (Figura 2), seguido pelo Sudeste com 55,16% e Centro-Oeste com 41,8%. Entre as "menos branca", destacam-se Nordeste (29,4%) e Norte (23,4%). 


Figura 2. Percentual da população branca nas regiões brasileiras em 2010 por anamorfose
Fonte: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2017)
Fonte dos dados: IBGE (2010)
*A anamorfose é uma amostra de trabalho. O seu uso se dá mediante pagamento para retirada da marca d' água.


Conforme a anamorfose acima, apesar da Região Sudeste ter o maior número de pessoas autodeclaradas brancas, a região Sul tem a maior proporção de pessoas brancas na população. Uma das explicações que justicam tal índice é a forte migração preferencial de europeus para a região mais meridional do Brasil no século XX, principalmente alemães, poloneses, italianos, entre outros, o que contribuiu para aumentar gradativamente a população com cor de pele predominante branca. Tal migração também ocorreu no Sudeste, mas com menor intensidade.


No Brasil, cerca de 91 milhões de brasileiros se autodeclarou como branco. A maior quantidade absoluta de brancos está no Estado de São Paulo (26,3 milhões), seguido pelo Rio Grande do Sul (8,9 milhões), Minas Gerais (8,8 milhões), Rio de Janeiro (7,5 milhões), Paraná (7,3 milhões) e Santa Catarina (5,2 milhões). Em relação a população relativa em cada unidade da federação, os brancos são predominantes nos estados do Sul e Sudeste do país (Figura 3). O Estado de Santa Catarina é o "mais branco" de todos com índice igual a 83,9%, seguido pelo Rio Grande do Sul (83,2%), Paraná (70%), São Paulo (63,7%) e Rio de Janeiro (47,3%).



Figura 3. Percentual da população branca nos estados brasileiros em 2010 por anamorfose
Fonte: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2017)
Fonte dos dados: IBGE (2010)
*A anamorfose é uma amostra de trabalho. O seu uso se dá mediante pagamento para retirada da marca d' água.

A anamorfose acima expressa um forte contraste da população branca nos estados brasileiros, sendo a composição mais baixa na região Norte e no Estado da Bahia, seguido por demais estados da região Nordeste. Entre os estados "menos branco", Roraima possui o menor índice do país com 20,9%, seguido do Amazonas (21%), Pará (21,5%), Bahia (21,9%) e Maranhão (21,9%), onde prevalece uma população que se autodeclarou parda ou negra.



3. CONCLUSÕES

As anamorfoses são excelentes recursos cartográficos para expressar a proporcionalidade de determinado tema, que nesse caso evidenciou a distribuição espacial da população que se declarou como branca por estado e região. As figuras cartográficas destacaram a forte composição étnica branca nos estados das regiões Sul e Sudeste em contraposição aos estados das regiões Norte e Nordeste, onde a população é predominantemente parda e negra.


4. REFERÊNCIAS


DUTENKEFER, E. Anamorfose como mapa: história, aplicativos e aplicações. 2010. Disponível em https://3siahc.files.wordpress.com/2010/04/eduardodutenkeferartigosimposio.pdf. Acesso em 06/05/2017.

IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Disponível em http://www2.sidra.ibge.gov.br/bda/tabela/listabl.asp?z=cd&o=6&i=P&c=3145, 2010.

THERY, H. Orientação metodológica para construção e leitura de mapas temáticos. Revista Confins. Disponível https://confins.revues.org/3483. Acesso em 08/05/2017.