quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Curso: Capacitação Básica no software Philcarto (12,13,14 e 16/08)

                                           Luiz Henrique Almeida Gusmão
* Geógrafo e Licenciado pela Universidade Federal do Pará (UFPA)
* Editor chefe, proprietário e Cartógrafo - Blog Geografia e Cartografia Digital de Belém
* Bolsista CNPq - DTI (Desenvolvimento Tecnológico Industrial) no Laboratório de Sensoriamento Remoto na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Amazônia Oriental)
* Instrutor dos softwares de Cartografia e Geoprocessamento: ArcGis, Philcarto, Phildigit, Google Earth, QGIS e Adobe Illustrator aplicado a Cartografia Temática
* Contatos: henrique.ufpa@hotmail.com ou luizhenrique.ufpa@yahoo.com
*Mapas, Cartogramas, Cursos, Palestras e Consultoria em Geotecnologia:  091 (98306-5306) - WhatsApp


Curso: Capacitação Básica no software Philcarto.
Ministrante: Luiz Henrique Almeida Gusmão
Organização: Ana F. Salim (EMBRAPA)

No dia 12, 13, 14 e 16 de agosto de 2013, foi ministrado o curso: Capacitação Básica no software Philcarto no laboratório de informática na Embrapa Amazônia Oriental, campus: Belém/PA, ministrado por Luiz Henrique Almeida Gusmão (Graduando pela UFPA e estagiário do Laboratório de Sensoriamento Remoto da Embrapa Amazônia Oriental), sob a organização da Analista Ambiental Ana F. Salim (Embrapa Amazônia Oriental).

Cerca de 5 estagiários do Laboratório de Sensoriamento Remoto da Embrapa Amazônia Oriental participaram do curso que teve duração de 4 dias, com 16 horas de carga horária e consequente emissão de certificados.

O objetivo do curso era capacitar os participantes no manuseio básico do software Philcarto, aprendendo principalmente os seguintes processos:
a)  Aprender a baixar o software Philcarto, Phildigit, ShapeSelect, Coconout e TableurSelect no site philcarto.free.fr
b) Compreender o funcionamento geral do software Philcarto, destacando suas aplicações em pesquisas científicas, de cunho espacial.
c) Compreender os princípios básicos da Cartografia Temática, com base em MARTINELLI (1997); BRUNET (1997) e GIRARDI (1999).
d) Vetorização de uma base cartográfica no software Phildigit, destacando o regionalização do Estado do Amapá.
e) Aprender a construir uma base estatística no formato (.txt) no software Excel 2007, com dados municipais com os seguintes temas: Educação, agricultura, pecuária, demografia e regionalização, assim como operações matemáticas como: somar, subtratir, porcentagem, divisão e variação percentual.
f) Produzir mapas temáticos com o software Philcarto a partir dos pontos e polígonos, tais como o Corocromático; Coroplético; Coroplético com círculos proporcionais sobrepostos; Isoplético; Círculos proporcionais; Círculos proporcionais coloridos; Densidade de pontos unicolores; Densidade de pontos coloridos e Gravitação Huff.
g) Analisar informações espaciais de forma avançada, como por meio da Analise Bivariável e Análise de Diagrama Triangular e pelo Comando SQL.
h) Analisar os mapas temáticos produzidos no software Philcarto, de acordo com a contextualização atual do Estado do Amapá.
i) Editar layout, título, fonte, escala, legenda e informações extras dos mapas temáticos produzidos no software Paint e Adobe Illustrator.




Belém (PA): Áreas verdes no bairro do Barreiro, Telégrafo e Sacramenta.

 Luiz Henrique Almeida Gusmão

Cursos, mapas, cartogramas, Palestras e Consultoria em Geotecnologias - (091) 98306-5306 (WhatsApp)
 
1. INTRODUÇÃO

A partir dessa primeira postagem, será mostrada a situação das áreas verdes nos bairros da Primeira Légua Patrimonial de Belém, com base em imagens de satélite de 2010 do Google Earth. No primeiro, será apresentada a situação dos bairros do Barreiro, Telégrafo e Sacramenta de acordo com a vetorização de áreas verdes nos bairros, como praças, parques, jardins, estádios de futebol, arborização no centro de vias, de complexos turísticos com áreas verdes, áreas de recreação com áreas verdes, quintais de casas com áreas verdes significativas. O propósito será uma amostra da situação aparente do bairro, com o intuito de avaliar a qualidade de vida em geral dos residentes.

Palavras-chave: Áreas verdes. Prefeitura de Belém. Barreiro. Telégrafo. Sacramenta


2. MATERIAIS E MÉTODOS

Será apresentado imagens de satélite do Google Earth do bairro do Barreiro, Telégrafo e Sacramenta com base na fundamentação teórica de CAVALHEIRO (1992); DEL PICCHIA (1992); LIMA (1994) e MOREIRO (2007).


3. DESENVOLVIMENTO

Para Geiser et al. (1975, p. 30) (apud CAVALHEIRO; DEL PICCHIA, 1992), as áreas verdes são "[...] áreas com vegetação fazendo parte dos equipamentos urbanos como parques, jardins, cemitários existentes, áreas de "pequenos jardins", alamedas, bosques, praças de esportes, "playgrounds", "plays-lots", "balneários", "camping" e margens de rios e lagos"
Contrários a esta ideia, Moreiro et al (2007, p.20) entende que:
                   [...] as áreas verdes engloba locais onde predominam a vegetação arbórea, praças, jardins e parques, e sua distribuição deve servir a toda população, sem privilegiar qualquer classe social e atingir as necessidades com sua estrutura e formação, como idade, educação, nível sócio-econômico.

Lima et al (1994) considera que é necessário um esforço para que os termos utilizados para a classificação da vegetação urbana sejam discutidos de forma convergente. Para eles, espaço livre é um termo mais abrangente que áreas verdes.

Nesse sentido, admitimos como áreas verdes, locais como praças, parques e jardins urbanos, complexos turísticos com vegetação arbórea significativa, gramados de estádios, vias com vegetação arbórea significativa no centro, no qual podem de alguma forma amenizar a temperatura local, proporcionar sombreamento, recreação e lazer, de forma a discutir a situação dos bairros da cidade. 


Figura 1. Áreas verdes no bairro do Barreiro.
Fonte: Editado por GUSMÃO, L. H (2013)

A imagem acima revela pequenos fragmentos de áreas verdes no bairro do Barreiro, devido a existência de quintais com árvores ou gramados. Não há nenhuma praça ou espaço verde para os seus 24.446 habitantes (IBGE, 2012), resultando no deslocamento para praças do bairro da Sacramenta e para outros bairros mais verdes da cidade. É um bairro periférico e com altos índices de violência, onde a maioria de sua população é de baixa renda, no qual necessitam de espaços de recreação e lazer no bairro. Sua formação está ligada a ocupação do Canal São Joaquim na década de 70 e ao crescimento desordenado pela população de baixo poder aquisitivo.



Figura 2. Áreas verdes no bairro do Telégrafo
Fonte: Editado por GUSMÃO, L. H. (2012)

A imagem acima revela as áreas verdes no bairro do Telégrafo a partir do Google Earth, onde é possível vê razoáveis quantidades de verde, no entanto, a maioria desses espaços são fragmentos de áreas desmatadas, de pequenas praças sem manutenção ou canteiros centrais verdes. Nesse bairro de 42.785 habitantes (IBGE, 2012), não há nenhuma praça ou espaço verde significativo, apesar da Praça Cruzeiro ser há tempos atrás, um espaço verde razoável, mas hoje resta um espaço com areia no qual crianças de todas as idades brincam, sem brinquedos na praça ou gramado verde. Muitos espaços verdes foram sendo substituídos por moradias, prédios públicos e comerciais ao longo do tempo.


Figura 3. Áreas verdes no bairro da Sacramenta
Fonte: Editado por GUSMÃO, L. J. (2013)

  A imagem acima revela as áreas verdes no bairro da Sacramenta a partir do Google Earth, onde é possível perceber a existência de três praças: João Dias Paes, próxima a uma universidade particular; a São Sebastião, em frente a uma igreja de mesmo nome e a Júlio César, próximo ao elevado Daniel Berg. Nesse bairro, as praças estão situadas em locais distantes uns dos outros, permitindo um acesso pelos moradores de diferentes partes, no qual é visível a espacialização desses espaços de forma descentralizada. A maioria das ruas possuem uma péssima arborização, devido a Prefeitura da cidade não se atenta para a manutenção das mesmas, refletindo em ruas mais quentes pela pavimentação asfáltica.


 4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Conclui-se que o Bairro do Barreiro e do Telégrafo são carentes em áreas verdes, no qual o crescimento desordenado contribuiu enormemente para a conversão das mesmas em áreas impermeabilizadas, viabilizando a malha urbana, principalmente na década de 70 e 80, suscitando na sensação térmica acima de 37 e 38 graus celsius nas ruas pela população. O bairro da Sacramenta, apesar de ser mais arborizado do que os dois primeiros, ainda está bem abaixo do recomendável de áreas verdes ideal, apesar da existência de três praças e algumas vias arborizado, no entanto muitas dessas áreas estão sem manutenção ou sem segurança policial, o que muitas vezes contribui para afastar os moradores. É necessário por parte da Prefeitura de Belém, uma ampliação das áreas verdes nesses bairros, uma vez que os espaços livres de lazer estão cada vez mais escassos. Clamo para a manutenção das praças na Sacramenta, na construção de uma praça no Barreiro e no Telégrafo, beneficiando cerca de 111.638 pessoas (AEB, 2010).



quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Belém (PA) - Áreas verdes no bairro da Terra Firme, Canudos e Universitário.



Luiz Henrique Almeida Gusmão
Graduando em Lic/Bac. em Geografia pela Universidade Federal do Pará
Estagiário no Laboratório de Sensoriamento Remoto na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA AMAZÔNIA ORIENTAL)
Instrutor/Monitor dos softwares: Phildigit, Philcarto, Google Earth e Adoe Illustrator aplicado a Cartografia Temática

RESUMO: A partir dessa primeira postagem, será mostrada a situação das áreas verdes nos bairros da Primeira Légua Patrimonial de Belém, com base em imagens de satélite de 2010 do Google Earth. No primeiro, será apresentada a situação dos bairros da Terra Firme, Universitário e Canudos de acordo com a vetorização de áreas verdes nos bairros, como praças, parques, jardins, estádios de futebol, arborização no centro de vias, de complexos turísticos com áreas verdes, áreas de recreação com áreas verdes, quintais de casas com áreas verdes significativas. O propósito será uma amostra da situação aparente do bairro, com o intuito de avaliar a qualidade de vida em geral dos residentes.

Palavras-chave: Áreas verdes. Prefeitura de Belém. Terra Firme. Canudos. Universitário.


2. MATERIAIS E MÉTODOS

Será apresentado imagens de satélite do Google Earth do bairro da Terra Firme, Universitário e Canudos com base na fundamentação teórica de CAVALHEIRO (1992); DEL PICCHIA (1992); LIMA (1994) e MOREIRO (2007).


3. DESENVOLVIMENTO

Para Geiser et al. (1975, p. 30) (apud CAVALHEIRO; DEL PICCHIA, 1992), as áreas verdes são "[...] áreas com vegetação fazendo parte dos equipamentos urbanos como parques, jardins, cemitários existentes, áreas de "pequenos jardins", alamedas, bosques, praças de esportes, "playgrounds", "plays-lots", "balneários", "camping" e margens de rios e lagos" Contrários a esta ideia, Moreiro et al (2007, p.20) entende que:

                   [...] as áreas verdes engloba locais onde predominam a vegetação arbórea, praças, jardins e parques, e sua distribuição deve servir a toda população, sem privilegiar qualquer classe social e atingir as necessidades com sua estrutura e formação, como idade, educação, nível sócio-econômico.

Lima et al (1994) considera que é necessário um esforço para que os termos utilizados para a classificação da vegetação urbana sejam discutidos de forma convergente. Para eles, espaço livre é um termo mais abrangente que áreas verdes.

Nesse sentido, admitimos como áreas verdes, locais como praças, parques e jardins urbanos, complexos turísticos com vegetação arbórea significativa, gramados de estádios, vias com vegetação arbórea significativa no centro, no qual podem de alguma forma amenizar a temperatura local, proporcionar sombreamento, recreação e lazer, de forma a discutir a situação dos bairros da cidade. 



Figura 1. Áreas verdes no bairro da Terra Firme.
Fonte: Editado por GUSMÃO, L. H. (2013)

Segundo o Anuário Estatístico de Belém 2011, o bairro da Terra Firme possui 62.740 habitantes e uma densidade demográfica de 265,85 habitantes por hectare, caracterizando-o como um bairro populoso e densamento povoado. Na imagem acima percebe-se a carência de áreas verdes no bairro, onde há apenas a Praça Olavo Bilac com pouca área de sombreamento disponível a população e outras áreas verdes isoladas e privadas, sem grande expressão. A Terra Firme é um bairro que cresce rapidamente a partir da década de 70, resultado do grande número de migrantes, principalmente do Nordeste do país e do Interior do Estado do Pará, onde o preço da terra era baixo, devido as péssimas condições de infraestrutura e da carência de serviços básicos. É caracterizado como um bairro carente e periférico, onde seus habitantes tem um baixo poder aquisitivo. Diante disso, é possível dizer que sua população se dirige para bairros com mais áreas verdes, como Campina, Batista Campos e Cidade Velha.





Figura 2. Áreas verdes no bairro do Canudos
Fonte: Editado por GUSMÃO, L. H. (2013)

Segundo o Anuário Estatístico de Belém 2011 (AEB), o bairro de Canudos possui 14.612 habitantes e uma densidade demográfica de 187,33 habitantes por hectare, caracterizando-o como um bairro pouco populoso e altamente povoado. Na imagem acima, é possível perceber que não há nenhuma praça ou área verde significativa, com exceção de alguns quintais com área verde, no entanto é privado, ou seja, os habitantes desse bairro têm que deslocar para outros bairros. É residência de classe média no oeste, mais próximo do bairro de São Brás e a leste, reside a classe baixa



Figura 3. Áreas verdes no bairro Universitário
Fonte: Editado por GUSMÃO, L. H. (2013)

Segundo o AEB (2011), o bairro do Universitário possui 2.629 habitantes e uma densidade demográfica de 5,75 habitantes por hectare, caracterizando-o como pouco populoso e povoado. Na imagem acima, é possível verificar a abundância de áreas verdes, através de pequenas praças, nas margens dos rios, no entorno dos institutos de pesquisa e ensino da UFPA, entre outros, ou seja, é um bairro com áreas verdes significativas, resultado de um planejamento orientado na preservação e criação de áreas verdes dentro do campus universitário. Nesse bairro está presente a UFPA, com seus prédios de ensino, pesquisa, restaurantes, bibliotecas, estacionamentos, espaços de lazer, etc e algumas residência ao longo do canal do Tucunduba e da margem direita da Av. Perimetral e da Rua Augusto Corrêa.


4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Para não concluir, o bairro de Canudos e da Terra Firme estão em uma situação caótica em relação as áreas verdes, pois quase não há esses espaços dentro dos limites dos mesmos, propiciando o deslocamento para outros bairros com praças e áreas verdes significativas, no qual cerca de 77.308 pessoas sofrem diariamente com a falta de arborização e de espaços públicos verdes, enquanto no bairro do Universitário há abundância desses espaços, principalmente para as pessoas que circulam diariamente no campus universitário, já que nesse bairro reside poucas pessoas.