segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Mapa Interativo das Favelas do Brasil



Luiz Henrique Almeida Gusmão
*Geógrafo e Licenciado pela Universidade Federal do Pará (UFPA)
*Editor chefe e proprietário do Blog Geografia e Cartografia Digital de Belém
*Colaborador em Geoprocessamento e Cartografia no Laboratório de Sensoriamento Remoto na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA AMAZÔNIA ORIENTAL)
* Instrutor dos softwares de Cartografia: ArcGis, Qgis, Philcarto, Phildigit e Google Earth Pro.
*Contatos: henrique.ufpa@hotmail.com 
Cursos, Mapas, Projetos, Cartogramas e Consultoria em Geotecnologias - (091) 98306-5306 (Whatsapp)


1. Mapa Interativo das Favelas (Aglomerados Subnormais) do Brasil

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) possui uma plataforma online interativa com dados relativos ao Censo 2010 sobre os "Aglomerados Subnormais", também conhecidos como "Favelas". Há uma diversidade de informações sobre esses espaços do país inteiro, como por exemplo: Domicílios com abastecimento de água, população total residente, população residente por gênero ou cor, média de moradores por domicílio, entre outros. Segue o link abaixo da plataforma. 


Figura 1. Plataforma online do IBGE


1.1 O que são Aglomerados Subnormais ou Favelas?

Segundo o IBGE (2010), os aglomerados subnormais são entendidos como um conjunto constituído de no mínimo 51 unidades habitacionais, "barracos" ou casas precárias, carentes em sua maioriados serviços públicos essenciais como o abastecimento de água por rede geral de distribuiçãocoleta de lixo domiciliar, rede de coleta de esgoto precarização no fornecimento de energia elétricaocupando ou tendo ocupado, até período recente, terreno de propriedade alheia (pública ou particular) e estando dispostas, em geral de forma desordenada e densa. 


Ainda de acordo com o IBGE (2010), unidades habitacionais com urbanização fora dos padrões vigentes, refletidos em ruas estreitas e de alinhamento irregular, lotes e formas desiguais e construções não regularizadas por órgãos públicos, também foram considerados como tal, sendo portanto, características dos assentamentos irregulares existentes no país, também conhecidos como "favelas", "baixadas", "barracos", "palafitas", "vilas", "mocambos", "grota", "comunidade", "ressaca", entre outros termos usados (IBGE, 2010, grifos nosso).


2. SERVIÇOS DE CARTOGRAFIA E GEOPROCESSAMENTO








quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Cartografia da Atividade Madeireira na Amazônia Legal



Luiz Henrique Almeida Gusmão
*Geógrafo e Licenciado pela Universidade Federal do Pará (UFPA)
*Editor chefe e proprietário do Blog Geografia e Cartografia Digital de Belém
*Colaborador em Geoprocessamento e Cartografia no Laboratório de Sensoriamento Remoto na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA AMAZÔNIA ORIENTAL)
* Instrutor dos softwares de Cartografia: ArcGis, Qgis, Philcarto, Phildigit e Google Earth Pro.
*Contatos: henrique.ufpa@hotmail.com 
Cursos, Mapas, Projetos, Cartogramas e Consultoria em Geotecnologias - (091) 98306-5306 (Whatsapp)



1. Atividade madeireira na Amazônia Legal

A Amazônia Legal é uma das principais regiões produtoras de madeira tropical no mundo (Mapa 1), atrás somente da Malásia e da Indonésia (OIMT, 2006). A exploração e o processamento da madeira estão entre as principais atividades econômicas, junto com agropecuária e a mineração (Veríssimo et al, 2006). Segundo o Imazon (2004), a atividade madeireira impulsiona diretamente a economia de vários municípios amazônicos, contribuindo para geração de 400 mil empregos, cerca de 5% da população economicamente ativa e gera uma receita de US$ 2,3 bilhões. Conforme o IBGE (2015), a Amazônia Legal foi responsável por 11.368.851 m³ de toras de madeira e detém 92,3% de toda a produção brasileira, avaliada em 12.308.702 m³.


Mapa 1. Origem e Produção de madeira do Brasil - 2015
Elaborador: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2016)
Fonte dos dados: IBGE (2015)
É expressamente proibido o uso indevido, publicação, cópia ou comercialização da figura ou mapa sem autorização prévia do autor


No mapa acima, fica evidente a representatividade da Amazônia Legal como a principal região de extração e comercialização de madeira do Brasil. Segundo Homma (2011), a extração madeireira na Amazônia foi impulsionada pelo crescimento do mercado interno e externo, do esgotamento das reservas da Mata Atlântica, da abertura de rodovias e da expansão da fronteira agrícola. Ou seja, a quase extinção da mata atlântica e a rigidez das delimitações das áreas protegidas nesse bioma, forçaram o mercado a buscar madeira em áreas remotas do país, a região amazônica, onde havia abundância de recursos e as leis de proteção ambiental ainda não estavam totalmente regulamentadas (Figura 1 e 2).


Figura 1. Início da abertura de Rodovia Transamazônica na década de 60
Fonte: http://adrielsonfurtado.blogspot.com.br/

Figura 2. Rodovia Transamazônica na atualidade 


Conforme o IBGE (2015), os principais exportadores de madeira são: Pará (36,5%), Mato Grosso (27%) e Rondônia (16,4%), seguido pelo Amazonas (6,5%), Amapá (5,9%), Roraima (3,2%), Acre (2,5%), Maranhão (1,2%) e Tocantins (0,8%), visto na figura 03. A abertura de rodovias foi primordial para adentar a floresta amazônica e assim, permitir a busca de um dos seus principais recursos: a madeira. A inauguração de rodovias como a Belém-Brasília, Transamazônica, Cuiabá-Rio Branco e tantas outras, iniciaram um ciclo de devastação do bioma amazônico. Nesse sentido, há uma correlação direta entre as rodovias com pavimentadas e melhor estruturadas com os principais estados exploradores de madeira na Amazônia.


Figura 3. Percentual por estado no comércio de madeira na Amazônia Legal

Como já dissemos, os três maiores exportadores de madeira da Amazônia Legal (PA, MT e RO) são responsáveis por quase 80% de toda a produção (IBGE, 2015), contribuindo para que existam polos madeireiros (Mapa 2), onde a produção é significativa para a região ou Estado, o histórico de colonização foi baseado na atividade madeireira, o tempo de exploração do recurso é longo, as condições de acessibilidade são boas e permitem a atividade, assim como a grande variedade dos tipos de floresta existentes no local auxiliam a diversificação da atividade. (IMAZON, 2010).

Mapa 2. Zonas madeireiras na Amazônia Legal - 2009 
Elaborador: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2016)
Fonte dos dados: Imazon (2010) 
http://www.mma.gov.br/estruturas/sfb/_arquivos/miolo_resexec_polo_03_95_1.pdf
É expressamente proibido o uso indevido, publicação, cópia ou comercialização da figura ou mapa sem autorização prévia do autor

Conforme o mapa acima, com base nos dados do Imazon (2010), o Estado do Pará possui 4 zonas madeireiras, com destaque para o Leste (21% da produção) e o Estuário com 13%. No Mato Grosso há 3 zonas, destacando-se o Noroeste com 12% e o Centro com 11%, enquanto no Estado de Rondônia, há 3 zonas, destacando o Norte com 10%. Os mesmos estados que possuem as maiores zonas madeireiras também são os que mais contribuem com o desflorestamento da floresta amazônica. Atualmente, 22 municípios amazônicos produzem o equivalente a 50,7% de toda a madeira da região (Mapa 3), destacando-se Portel/PA com (980.000 m³), Porto Velho/RO (572.312 m³), Aripuanã/MT (526.841 m³), Colniza/MT (340.267 m³) e Santarém/PA (322.660 m³). 


Mapa 3. Maiores exportadores de madeira da Amazônia Legal - 2015
Elaborador: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2016)
Fonte dos dados: IBGE (2015)
É expressamente proibido o uso indevido, publicação, cópia ou comercialização da figura ou mapa sem autorização prévia do autor

Em uma breve análise espacial do mapa acima, dos 22 maiores exportadores de madeira da Amazônia Legal, percebe-se que 5 grandes polos (Itacoatiara, Juruti, Santarém, Prainha e Gurupá) estão as margens do Rio Amazonas, que é uma das principais vias de escoamento, e outros 4 estão em afluentes do Amazonas (Manicoré, Rorainópolis, Portel e Laranjal do Jari), representando 41% do total de municípios. Há um eixo entre o Norte e Noroeste do Mato Grosso com o Norte de Rondônia, onde há 9 municípios (Feliz Natal, Tabaporã, Juara, Juína, Aripuanã, Colniza, Machadinho D' oeste, Candeias do Jamari e Porto Velho), totalizando 41% do total, enquanto os demais municípios: Pimenta Bueno, Paragominas, Santana do Araguaia e Porto Grande não estão em "nós" madeireiros.


2. Conclusões

A exploração e processamento da madeira está concentrada no estado do Pará, Mato Grosso e Rondônia, onde há grandes zonas madeireiras, constituídas pelos principais municípios exportadores desse recurso natural. O Rio Amazonas e as rodovias interestaduais são as principais vias de escoamento da madeira da Amazônia Legal em direção aos principais mercadores consumidores brasileiros e internacionais. O governo brasileiro deve intensificar as fiscalizações no combate ilegal da madeira da Amazônia, em que as Geotecnologias são essenciais nas análises espaciais dos recursos naturais, pois através da coleta, processamento e do armazenamento dos dados, é possível realizar avaliações precisas sobre a distribuição espacial de qualquer elemento, das queimadas e das áreas desflorestadas, assim como auxiliar várias tomadas de decisões para gerenciar melhor o território.


3. Referências

IBGE, 2015. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Disponível em http://www.sidra.ibge.gov.br/bda/tabela/listabl.asp?z=t&o=18&i=P&c=289. Acesso em 01/11/2016.

HOMMA, 2011. Madeira na Amazônia: Extração, manejo ou reflorestamento?. Amazônia: Ci & Desenv., Belém, v.7, n. 13, jul/dez, 2011. https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/bitstream/doc/944362/1/HommaAmazonia.pdf. Acesso em 20/11/2016.

OIMT, 2006. Reseña anual y evaluación de la situación mundial de las maderas. 2006. Organización Internacional de las Maderas Tropicales. Yokohama, Japón. OIMT. 210 p.

Veríssimo, A.; Barreto, P.; Mattos, M.; Tarifa, R. & Uhl, C. 1992. Logging impacts and prospects for sustainable forest management in an old Amazonian frontier: the case of Paragominas. Forest Ecology and Management 55: 169-199.

A atividade madeireira na Amazônia brasileira: produção, receita e mercados / Serviço Florestal Brasileiro, Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia – Belém, PA: Serviço Florestal Brasileiro (SFB); Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), 2010.











quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Guia Geográfico - Mapas Interativos e Prontos




Luiz Henrique Almeida Gusmão
*Geógrafo e Licenciado pela Universidade Federal do Pará (UFPA)
*Editor chefe e proprietário do Blog Geografia e Cartografia Digital de Belém
*Colaborador em Geoprocessamento e Cartografia no Laboratório de Sensoriamento Remoto na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA AMAZÔNIA ORIENTAL)
* Instrutor dos softwares de Cartografia: ArcGis, Qgis, Philcarto, Phildigit e Google Earth Pro.
*Contatos: henrique.ufpa@hotmail.com 
Cursos, Mapas, Projetos, Cartogramas e Consultoria em Geotecnologias - (091) 98306-5306 (Whatsapp)



1. Guia Geográfico - Mapas Interativos e Prontos

Olá a todos. Hoje eu gostaria de apresentar a vocês, um site incrível!, principalmente para estudantes, professores da rede pública e particular, graduandos em geografia ou engenharia cartográfica, ou pessoas interessadas em expor mapas em seminários. Trata-se do "Mapas - Guia Geográfico" (Figura 1) http://www.guiageo-mapas.com/. Nesse site, há uma diversidade de mapas prontos sobre os estados brasileiros, países, continentes, entre outros. SE VOCÊ NÃO ENCONTROU O MAPA QUE PRECISAVA, ENTRE EM CONTATO PARA QUE EU FAÇA UM SUPER EXCLUSIVO PARA VOCÊ OU SUA EQUIPE.


Figura 1. Aba principal do site


Há várias seções no site, explore!. Abaixo, vou pôr algumas das seções que achei mais interessante.




MAPA INTERATIVO DO BRASIL "GOOGLE MAPS" http://www.brasil-turismo.com/mapas/brasil-interativo.htm











sábado, 5 de novembro de 2016

Serviço de Cartografia - Mapas Acadêmicos e Empresariais II



Luiz Henrique Almeida Gusmão
*Geógrafo e Licenciado pela Universidade Federal do Pará (UFPA)
*Editor chefe e proprietário do Blog Geografia e Cartografia Digital de Belém
*Colaborador em Geoprocessamento e Cartografia no Laboratório de Sensoriamento Remoto na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA AMAZÔNIA ORIENTAL)
* Instrutor dos softwares de Cartografia: ArcGis, Qgis, Philcarto, Phildigit e Google Earth Pro.
*Contatos: henrique.ufpa@hotmail.com 
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1. Serviço de Mapas Temáticos II (Cartografia e Geoprocessamento)

Este tipo de postagem tem como foco a apresentação de alguns Mapas Temáticos já realizados no período (Agosto e Novembro) para futuros clientes, interessados por Geotecnologias e leitores comuns. Todos os clientes autorizaram a publicação dos seus mapas no blog. Você também pode solicitar através dos contatos acima.


1.1 Mapa da Praia do Farol, Chapéu Virado e Paraíso.

Um dos primeiros mapas feitos foi o de uma mestranda, que buscava representar a orla das praias do Farol, Chapéu Virado e do Paraíso, na ilha de Mosqueiro em Belém/PA. Entre as opções, ela optou pelo "Mapa com Imagem de Satélite". No mapa aparece todos os parâmetros obrigatórios, como as coordenadas geográficas, a orientação, a escala, a legenda, a localização, o título e os dados técnicos cartográficos.


Mapa 01. Localização da Praia do Farol, Chapéu Virado e Paraíso (Belém/PA)
Fonte: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2016)
É expressamente proibido o uso indevido, publicação, cópia ou comercialização da figura ou mapa sem autorização prévia do autor


O mapa foi um verdadeiro desafio, já que tive que fazer várias localizações, como o estado do Pará no Brasil, a cidade de Belém no Pará, a ilha de Mosqueiro em Belém e finalmente as duas áreas na própria ilha. Além disso, ainda tinha que pôr as duas orlas, que ficam distantes umas das outras. Então pensei muito no layout antes de elaborar o mapa, fora que ainda tive que utilizar uma imagem de satélite com excelente resolução espacial. No fim, o cliente e o cartógrafo (eu) ficaram satisfeitos. Esse mapa foi um dos mais bonitos que já fiz e consumiu um tempo entre 3 e 4 horas para fazer.


PROCEDIMENTOS TÉCNICOS DO MAPA:

1. Definição do Datum e do Sistema de Coordenada que seria adotado.
2. Obtenção de duas imagens de satélite em alta resolução espacial da orla de cada área do projeto no Google Earth Pro.
3. Vetorização da área de estudo no Google Earth Pro.
4. Obtenção de pontos de controle (coordenadas) no Google Earth Pro em kml.
5. Conversão dos pontos de controle de kml para shapefile no QGIS.
6. Georreferenciamento dos pontos de controle (coordenadas) com a imagem de satélite no ArcGis.
7. Seleção do mapa em tamanho A4.
8. Edição de 4 layers de localização no lado direito.
9. Obtenção da base cartográfica dos bairros de Belém e design de cores, texturas e formas no ArcGis.
10. Edição de 2 layers para os mapas principais no centro do papel.
11. Edição das coordenadas geográficas em "Graus, Minutos e Segundos" nos dois mapas.
12. Edição de todos os elementos geográficos do mapa, como o nome dos bairros, da cidade, do estado, da ilha e do país.
13. Edição da escala gráfica no posição inferior dos mapas principais.
14. Edição dos parâmetros cartográficos, como o sistema de coordenada utilizada, o datum, a escala numérica, o autor, a fonte, a base cartográfica e outros elementos importantes.
15. Exportação do mapa em "jpeg" com 400 de dpi.



1.2 Mapa dos bairros contemplados pelo raio de influência de duas escolas particulares no bairro de Nazaré (Belém/PA)

Outro mapa solicitado foi o dos bairros contemplados por um raio de influência em torno de 500 metros de duas escolas particulares localizado no bairro de Nazaré em Belém/PA. Novamente, a opção da cliente foi o "Mapa com Imagem de Satélite".


Mapa 02. Bairros contemplados por um raio de influência de 500 metros por duas escolas particulares no bairro de Nazaré (Belém/PA)
Fonte: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2016)
É expressamente proibido o uso indevido, publicação, cópia ou comercialização da figura ou mapa sem autorização prévia do autor

No mapa foi utilizado uma imagem de satélite de alta qualidade para ressaltar a intensa verticalização do bairro de Nazaré e dos bairros limítrofes, como comprovação de moradias de classe média e alta. O mapa busca evidenciar os bairros que sofrem influência das escolas que no caso são três: Batista Campos, Cremação e Reduto, a partir do raio de influência solicitado. Ao lado, foi colocado mapas de localização para introduzir os leitores no contexto geográfico local. No fim, o solicitante e o cartógrafo ficaram satisfeitos com o resultado. 


PROCEDIMENTOS TÉCNICOS DO MAPA:

1. Definição do Datum e do Sistema de Coordenada que seria adotado.2. Obtenção de imagem de satélite em alta resolução espacial do bairro de Nazaré e adjacências no Google Earth Pro.
3. Criação de arquivos kml no Google Earth Pro das escolas particulares através da ferramenta "Adicionar ponto".
4. Obtenção de pontos de controle (coordenadas) no Google Earth Pro em kml.
5. Conversão dos pontos de controle de kml para shapefile no QGIS.
6. Georreferenciamento dos pontos de controle (coordenadas) com a imagem de satélite no ArcGis.
7. Seleção do mapa em tamanho A4.
8. Edição de 3 layers de localização no lado direito.
9. Obtenção da base cartográfica dos bairros de Belém e destaque para o bairro de Nazaré.
10. Edição de 1 layer para o mapas principal no centro do papel.
11. Edição das coordenadas geográficas em "Graus, Minutos e Segundos" nos dois mapas.
12. Uso da ferramenta "Buffer" de 500 metros para cada escola.
13. Uso da ferramenta "Dissolve" dos "Buffers" de 500 m gerados.
14. Edição da escala gráfica no posição inferior do mapa principal.
15. Design de cores, texturas e formas da informação geográfica no ArcGis.
16. Edição dos parâmetros cartográficos, como o sistema de coordenada utilizada, o datum, a escala numérica, o autor, a fonte, a base cartográfica e outros elementos importantes.
17. Exportação do mapa em "jpeg" com 400 de dpi.


2. CONCLUSÃO


A elaboração de um mapa não é uma tarefa fácil, requer bastante conhecimento técnico sobre informática, operação dos softwares, geoprocessamento, sensoriamento remoto, cartografia temática, geografia, matemática, estatística e até psicologia. O senso de simetria e estética é bastante cobrado, principalmente quando o profissional é solicitado a executar um trabalho com bastante complexidade e com riqueza de detalhes geográficos, por isso é necessário que seja bem remunerado, pois ninguém ensina a fazer um mapa com qualidade, aprende-se com os próprios erros e várias horas de estudo e técnica.


3. SERVIÇOS DE CARTOGRAFIA E GEOPROCESSAMENTO
















sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Transporte Hidroviário e Mobilidade Urbana em Belém



Luiz Henrique Almeida Gusmão
* Geógrafo e Licenciado pela Universidade Federal do Pará (UFPA)
* Editor chefe e proprietário do Blog Geografia e Cartografia Digital de Belém
* Colaborador em Geoprocessamento e Cartografia no Laboratório de Sensoriamento Remoto na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA AMAZÔNIA ORIENTAL)
* Instrutor dos softwares de Cartografia: ArcGis, Qgis, Philcarto, Phildigit e Google Earth Pro.
* Contatos: henrique.ufpa@hotmail.com 
Cursos, Mapas, Projetos, Cartogramas e Consultoria em Geotecnologias - (091) 98306-5306 (WhatsApp)


1. Transporte Hidroviário e Mobilidade Urbana em Belém/PA

A mobilidade urbana está entre as principais pautas dos governos municipais do Brasil, pois toda a sociedade sente o reflexo negativo da ineficiência do planejamento urbano pelas prefeituras, principalmente nas grandes cidades, onde é mais evidente os conflitos gerados pelas políticas voltadas para área de transporte. A melhoria da renda da população de classe média e alta, os incentivos promovidos pelo Governo Federal, a baixa qualidade do transporte público, a carência de políticas que priorizem o transporte coletivo e o planejamento inadequado para o fluxo de pessoas nas cidades contribuíram para um ritmo crescente do número de veículos e congestionamentos.

Em Belém, as políticas de transporte coletivo, por meio terrestre e principalmente a fluvial, foram muito escassas durante décadas, o que gerou grandes prejuízos a população, tais como o agravamento da segregação socioespacial, a rotina de grandes congestionamentos, a deterioração da qualidade de vida da população que reside nas periferias, entre outros motivos. 


Belém, diferentemente de outras grandes capitais brasileiras, é bastante privilegiada pela sua localização geográfica, rodeada de rios e baías, porém pouco utilizada com fins de mobilidade urbana (Figura 1), sendo um verdadeiro descaso, pois não houve interesse por parte do poder público em ampliar as possibilidades de circulação dos habitantes pelos rios.  


Figura 01. Município de Belém/PA

Fonte: Google Earth Pro (2016)
Elaborador: Luiz Henrique Almeida Gusmão

Na imagem de satélite acima, é possível ver que a cidade é banhada pelo Rio Guamá ao sul, pela Baía de Guajará a oeste e Baía de Santo Antônio ao norte, com saída para o Oceano Atlântico, em um total de 76 km de área litorânea. Isso quer dizer que é possível sair do sul da cidade, do bairro do Curió-Utinga ou da UFPA e ir para o norte, no bairro da Baía do Sol em Mosqueiro. Grandes cidades como Belo Horizonte, Brasília e São Paulo buscam medidas alternativas para transportar passageiros na sua área urbana, principalmente de maneira subterrânea (metrôs), haja vista não possuírem grandes rios ou baías navegáveis como Belém (Figura 2, 3 e 4):

Figura 2. Município de Belo Horizonte/MG
Fonte: Google Earth (2016)
Elaborador: Luiz Henrique Almeida Gusmão 


Figura 3. Brasília/DF
Fonte: Google Earth (2016)
Elaborador: Luiz Henrique Almeida Gusmão


Figura 4. Município de São Paulo/SP
Fonte: Google Earth (2016)
Elaborador: Luiz Henrique Almeida Gusmão

Na Região Metropolitana de Belém, mais de 2 milhões de pessoas sentem diariamente as consequências da ineficiência das políticas de transporte coletivo, seja através dos congestionamentos ou da baixa qualidade do serviço prestado (Figura 5 e 6). A sensação de stress e ansiedade são as mais comuns nas pessoas que ficam muito tempo "presas" em congestionamentos na cidade. Se elas estiverem usando o transporte público, acrescente a fadiga muscular, o calor e o desconforto dentro dos ônibus.



Figura 5. Congestionamento próximo a entrada de Belém
Fonte: galerias.orm.com.br

Figura 6. Congestionamento na BR-316

Em Belém, o transporte fluvial ocorre espontaneamente com pouca participação do poder público, sendo operado principalmente pela iniciativa privada, ainda de maneira isolada do sistema de transporte urbano e tem pouco alcance. Os rios ao redor da capital paraense devem ser obrigatoriamente usados como vias de transporte, interligando pontos com concentração de empregos, áreas críticas de congestionamento a zonas com forte densidade demográfica (essencialmente as periferias urbanas). Áreas com alta demanda de transporte coletivo terrestre devem ser levadas em consideração também na implantação do sistema urbano fluvial.

Na cidade, lugares como a UFPA, o bairro do Guamá, a ilha do Combu, o Portal da Amazônia, a área adjacente ao Mercado do Ver-o-peso, o Complexo Ver-o-rio, o bairro do Telégrafo, o bairro do Tapanã, o bairro do Paracuri, o bairro do Cruzeiro, a ilha de Cotijuba, a ilha de Outeiro, o bairro da Vila (Mosqueiro) e o bairro da Farol (Mosqueiro) são excelentes pontos para terminais hidroviários de médio porte, sem luxo, mas que realmente podem complementar o sistema de transporte urbano caótico da cidade.  A sensibilização para o uso do transporte coletivo fluvial (Figura 6), medidas compensatórias para quem prioriza o transporte, preços atrativos e menores do que os das linhas de ônibus e o grande alcance dos barcos são pontos importantes para o sucesso da iniciativa.


Figura 6. Exemplo de barco que poderia ser implantado em Belém com finalidade de mobilidade urbana
Fonte: EmMovimentoSE


2. CONCLUSÃO

A rotina de congestionamento, a emissão de gases poluentes, o desconforto dos passageiros no transporte coletivo por ônibus, a precariedade do sistema de transporte público e a falta de opções de deslocamento na área urbana de Belém são mais do que motivos para se implantar o mais rapidamente possível, o transporte coletivo fluvial, pois grande parte da população da cidade está sendo prejudicada pelo sistema atual de transporte viário, fadado ao fracasso, sendo que há um enorme potencial natural para o transporte através de barcos. A busca por uma cidade mais sustentável, democrática e acessível, deve ser alcançada com a implantação de um transporte coletivo fluvial que deve beneficiar diretamente quase 1.000.000 de pessoas, principalmente as camadas menos favorecidas, mas que também surtirá efeito em todas as classes sociais da Região Metropolitana de Belém, já que o trânsito caótico está entre as grandes reclamações da sociedade. O uso das águas para mobilidade urbana seria um dos maiores presentes que a população de Belém e das cidades metropolitanas iriam ganhar, pois todos seriam beneficiados de maneira direta ou indireta.


3. REFLEXÃO

E você cidadão? O que você pensa a respeito? Está satisfeito com o deslocamento na sua cidade? Você trocaria o uso do automóvel ou moto por um barco confortável? Você não gostaria de contribuir para uma cidade mais sustentável? menos poluente? menos congestionada? mais organizada? Gostaria de contribuir para um mundo melhor? Ter outras formas de se deslocar na cidade? Ter mais tempo para o seu lazer? Mais tempo para fazer outras atividades? Verdadeiramente lutar para um meio ambiente mais equilibrado? Ou você apenas pensa em fazer, mas na prática, tem preguiça ou apenas sabe falar? Conte para nós o que pensa sobre o uso de barcos no deslocamento da sua cidade. Queremos ouvir a sua voz!


4. REFERÊNCIAS

Software Google Earth Pro (GOOGLE). Disponível em <https://www.google.com.br/earth/download/gep/agree.html>


5. SERVIÇOS DE CARTOGRAFIA E GEOPROCESSAMENTO