sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Como obter uma imagem de alta resolução espacial do Google Earth?



Luiz Henrique Almeida Gusmão
*Geógrafo e Licenciado pela Universidade Federal do Pará (UFPA)
*Editor chefe e proprietário do Blog Geografia e Cartografia Digital de Belém
*Colaborador em Geoprocessamento e Cartografia no Laboratório de Sensoriamento Remoto na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA AMAZÔNIA ORIENTAL)
* Instrutor dos softwares de Cartografia: ArcGis, Qgis, Philcarto, Phildigit e Google Earth Pro.
*Contatos: henrique.ufpa@hotmail.com 
Cursos, Mapas, Projetos, Cartogramas e Consultoria em Geotecnologias - (091) 98306-5306 (Whatsapp)


1. Como obter uma imagem de alta resolução espacial do Google Earth Pro? 

(How can i have a satellite imagery of high resolution from software Google Earth Pro?)


Este é o segundo artigo de 2017 e espero que seja de grande valia para você. Hoje nós ensinaremos como obter uma imagem de satélite do Google Earth Pro em alta resolução espacial. Primeiramente, caso não tenha ainda o software, baixe ele aqui ao lado https://www.google.com.br/earth/download/gep/agree.html. Após o programa instalado e aberto, siga os passos abaixo:


# Escolha a sua área/local de estudo [Choose your study area]

Primeiramente, vá na barra em branco e escreva o nome do local ou cidade que você pretende ter uma imagem de satélite com alta qualidade, conforme abaixo. Preferencialmente, escolha uma área pequena como um bairro, um quarteirão, um parque público, etc.


Figura 1. Procure a sua área de interesse
 Fonte: Google Earth



# Selecione a ferramenta "Salvar imagem": [Select the option to save imagery"]

Procure a ferramenta "Salvar imagem" - símbolo de marcador na parte superior direita. Logo em seguida, clique e aparecerá outros itens, conforme abaixo:


Figura 2. Procure a ferramenta

 Fonte: Google Earth


# Escolha a opção "Resolução Maximum 4800x2360" [Choose the option Maximum resolution 4800 x 2360]

Selecione a opção "Resolução - Resolution" e em seguida, a Resolução "Maximum - 4800x2360", conforme abaixo:


Figura 3. Procure resolução maximum
Fonte: Google Earth

# Escolha a pasta aonde a imagem será salva e exporte [Choose where you will save your imagery and export it]

Escolha a pasta aonde será salva a imagem, conforme abaixo:


Figura 4. Selecione a pasta
Fonte: Google Earth



2. Conclusões

O procedimento descrito acima é essencial para aqueles que trabalham diretamente com Geoprocessamento e necessitam de uma excelente imagem de satélite, com alta resolução espacial, para produzir os seus mapas, ou mesmo para aqueles que buscam uma imagem para ilustrar os seus trabalhos. Lembre-se que as imagens das áreas urbanas sempre terão uma qualidade melhor do que aquelas das áreas rurais. 















domingo, 1 de janeiro de 2017

Cartografia do Índice de Desenvolvimento Humano da América do Sul



Luiz Henrique Almeida Gusmão
*Geógrafo e Licenciado pela Universidade Federal do Pará (UFPA)
*Editor chefe e proprietário do Blog Geografia e Cartografia Digital de Belém
*Colaborador em Geoprocessamento e Cartografia no Laboratório de Sensoriamento Remoto na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA AMAZÔNIA ORIENTAL)
* Instrutor dos softwares de Cartografia: ArcGis, Qgis, Philcarto, Phildigit e Google Earth Pro.
*Contatos: henrique.ufpa@hotmail.com 
Cursos, Mapas, Projetos, Cartogramas e Consultoria em Geotecnologias - (091) 98306-5306 (Whatsapp)



1. O Índice de Desenvolvimento Humano

O índice de desenvolvimento humano (IDH) é um indicador comparativo usado para avaliar a qualidade de vida de todos os países do mundo. Este índice é calculado com base em dados da educação, expectativa de vida ao nascer e o produto interno bruto (PIB) per capita (PNUD, 2015). 

A expectativa de vida ao nascer reflete as condições de saúde da população, a educação leva em conta a taxa de alfabetização de adultos e a taxa combinada de matrícula nos níveis fundamental, médio e superior, e a renda é medida pelo poder de compra da população, baseada no PIB per capita ajustado ao custo de vida local, por meio da metodologia conhecida como Paridade do Poder de Compra (PCC) (Scarpin & Slomski, 2007). Os índices são organizados pelas Nações Unidas desde a década de 90 como forma de comparar o progresso da qualidade de vida dos países.

Critérios como educação, renda e longevidade são parâmetros importantes na avaliação da qualidade de vida de um país e podem expressar como a população está vivendo de um modo geral, apesar das desigualdades sociais existentes no território, ou seja, o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) calculado pelas Nações Unidas não expressa o padrão de vida de toda a população, de norte e sul, mas uma aproximação da realidade.

O resultado é organizado em forma de ranking, em que valores mais próximos de 1 significam melhor desenvolvimento humano, enquanto os valores mais próximos de 0, demonstram piores desenvolvimentos humanos. O IDH muito alto varia entre 0,8 - 1; o IDH alto entre 0,700 - 0,799, o médio entre 0,699 - 0,500 e o IDH baixo varia de 0,499 a 0 (PNUD, 2015). Para atingir patamares elevados de desenvolvimento humano, os governos devem fomentar as capacidades humanas, proporcionando uma vida longa e saudável, conhecimento e um nível de vida digno a sua população (Figura 1).

Figura 1. Dimensões do desenvolvimento humano
Fonte: PNUD (2015)


É necessário criar condições ao desenvolvimento humano, ampliando os direitos humanos e a segurança pública, a participação na vida política e comunitária, a igualdade e justiça social entre as classes e etnias, assim como valorizar a sustentabilidade ambiental em todos os países. O desenvolvimento humano de uma sociedade não deve estar baseada somente na renda adequada aos custos da vida local, ao acesso à educação e aos serviços de saúde disponíveis, mas também a qualidade ambiental, com ampla acesso ao saneamento básico, ao equilíbrio da exploração econômica e sustentabilidade.



2. A Cartografia do Índice de Desenvolvimento Humano na América do Sul

Em 2000, o índice de desenvolvimento humano da maioria dos países sul-americanos (66,6%) era considerado médio, principalmente na porção noroeste e central do subcontinente, abrangendo países como: Brasil, Paraguai, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela e Guiana. Por outro lado, a porção mais ao sul possuía um padrão de vida melhor, considerado alto, com destaque para a Argentina, Uruguai e Chile (Mapa 1). 


Mapa 01. Índice de Desenvolvimento Humano dos países da América do Sul em 2000

Elaborador: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2017)
Fonte dos dados: PNUD/ONU (2015)

Após 14 anos, com base na avaliação do IDH, observa-se uma relativa melhoria na qualidade de vida da população sul-americana, com destaque para países como o Brasil, Peru, Venezuela, Colômbia e Equador. Apesar da melhoria, é evidente que ainda há grandes disparidades sociais em cada país, onde há unidades federativas que pouco avançaram nos índices de educação, longevidade ou renda, porém estamos retratando um índice generalizado com base na taxa média de cada país calculado pela ONU. Em 2014, 7 países (58,3%) já tinham uma qualidade de vida considerada alta; 2 países com índice muito alto (16,6%) e 3 países com índice médio, ou 25% (Mapa 2). Entre os países, novamente a Argentina e o Chile são os mais bem posicionados, alcançando um nível de vida melhor do que alguns países europeus como Letônia, Croácia e Montenegro, por exemplo (PNUD, 2015).


Mapa 02. Índice de Desenvolvimento Humano dos países da América do sul em 2014

Elaborador: Luiz Henrique Almeida Gusmão (2017)
Fonte dos dados: PNUD/ONU (2015)

Em contrapartida, países como a Bolívia, Guiana e o Paraguai são os que oferecem menor qualidade de vida à sua população, sendo comparados a outros países como Indonésia, Vietnã, Nicaraguá ou El Salvador, por exemplo (PNUD, 2015). No ranking do IDH de 2014, se fossemos expressar as emoções em viver nos países sul-americanos através dos emotions, a Argentina e o Chile teriam um semblante melhor e mais feliz, pois possuem IDH muito elevado, com ampla cobertura da área da saúde, educação e maior longevidade (Figura 2).


Figura 02. Ranking do IDH dos países da América do Sul em 2014
Elaborador; Luiz Henrique Almeida Gusmão (2017)

Fonte dos dados: PNUD/ONU (2014)

Um rosto mais questionador e duvidoso iniciaria a partir da Venezuela, indo em direção ao Brasil, Peru e Equador, onde as tensões políticas, os problemas de instabilidade econômica e a qualidade de vida razoável modificam drasticamente o semblante do emotion. O rosto mais triste começaria a partir da Colômbia em direção a Guiana, pois a cobertura da saúde e educação está em fraca expansão desde 2000. A Colômbia ainda possui o agravante de guerra civil e problemas ligados ao narcotráfico em larga escala que contribuiu para a migração de milhões de pessoas no próprio país, enquanto a Bolívia e a Guiana, ainda convivem com graves problemas de subnutrição e pobreza em várias regiões.



3. Conclusões

O padrão de vida da população sul-americana tem melhorado, apesar de toda dificuldade na política, finanças e na ampliação dos serviços de saúde e educação. Entre as nações da América do Sul, a Argentina e o Chile são os melhores países no que se refere ao índice de desenvolvimento humano calculado pela Organização das Nações Unidas (ONU), classificados como muito alto, seguido pelo Uruguai, Venezuela e Brasil, intitulados com índice alto, diferentemente da Guiana, Bolívia e Paraguai que possuem os mais baixos IDH da região. Sabemos que o IDH não reflete a condição de vida da população de modo geral, pois há contrastes sociais notáveis em todos as regiões desses países, porém é um dos melhores parâmetros para compararmos as nações a nível global. Os mapas elaborados com o uso do ArcGis mostram a eficiência desse software na confecção e análise de dados espaciais, sendo essenciais na compreensão do espaço geográfico.


4. Referências


PNUD. Relatório do desenvolvimento humano (Human Development Report). Disponível em http://hdr.undp.org/sites/default/files/2015_human_development_report.pdf. 2015.

Scarpin, J. E. & Slomski, V. (2007). Estudo dos fatores condicionantes do índice de desenvolvimento humano nos municípios do estado do Paraná: instrumento de controladoria para a tomada de decisões na gestão governamental. Revista de Administração Pública, 41(5), 909-933.